Marcelo Freixo, presidente da Embratur
Marcelo Freixo, presidente da Embratur (Eric Ribeiro/M&E)

A Embratur criticou nesta segunda-feira (2) a nota publicada pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, que, segundo o presidente Marcelo Freixo, “reproduz uma imagem distorcida e ultrapassada do nosso país”. A manifestação ocorre em meio ao melhor momento do turismo internacional brasileiro, que recebeu 4,4 milhões de viajantes entre janeiro e abril de 2025, crescimento de 51% em relação ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com Freixo, o alerta da representação diplomática americana “mais se presta à desinformação do que à proteção dos cidadãos americanos”. Ele acrescentou: “Repudiamos esse tipo de recomendação alarmista”.

Os Estados Unidos são atualmente o segundo maior emissor de turistas para o Brasil, com 306 mil entradas registradas nos quatro primeiros meses deste ano — aumento de 21,7% na comparação anual. Segundo a Embratur, esses números evidenciam que “o Brasil é um destino acolhedor e seguro para os que desejam conhecer sua imensa diversidade natural e cultural”.

Freixo afirmou ainda que, em 2024, o país registrou os menores índices de violência dos últimos 11 anos, resultado de políticas públicas e articulação federativa. “Seguiremos trabalhando para consolidar nossa imagem real no exterior: a de um país seguro, acolhedor, sustentável, democrático, diverso e aberto ao mundo, cada vez mais preparado para receber turistas”, disse.

Ele reforçou a tradição de hospitalidade brasileira: “Aqui, todos são bem-vindos — independentemente de nacionalidade, etnia, orientação sexual, religião ou posicionamento político”.

A Embratur concluiu que a recomendação da embaixada americana causa estranheza e indignação, por reforçar uma percepção desatualizada do país, que busca consolidar sua posição como destino turístico global.