
SÃO PAULO – O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, inaugurará para os passageiros na próxima quarta-feira (6) a ampliação da sala de embarque remoto, que agora ocupa 3,3 mil m² — mais do que o dobro da área anterior. A nova estrutura, administrada pela Aena, mantém os mesmos portões e fluxo diário de cerca de 15 mil passageiros, mas oferece mais conforto, maior espaçamento entre acessos e novas opções comerciais.
Com investimento de R$ 30 milhões, a ampliação não integra as obrigações contratuais de concessão, mas foi executada como parte de melhorias emergenciais no aeroporto até a conclusão do novo terminal, prevista para junho de 2028. Ao todo, a operadora destinará R$ 150 milhões para intervenções imediatas que incluem melhorias em infraestrutura hidráulica, elétrica e sanitária, além da reforma de pavimentos e banheiros.
A nova sala de embarque remoto passa a contar com 339 assentos — antes eram 213 — e 11 pontos comerciais, ante apenas duas opções anteriores. Entre os novos serviços estão a drogaria Farmais, a livraria Aerobook, a barbearia e spa Bluma, além de lojas como Fuel e Loft. Na área de alimentação, os passageiros poderão escolher entre A Saideira, Heladeria Havana, Hot Dog Club, La Guapa, Nescafé e No Ar.
Os ônibus que levam os passageiros aos aviões também passaram por reordenamento: agora, cada veículo para diretamente em frente ao respectivo portão, o que facilita o embarque e a orientação dos usuários.
Segundo Kleber Meira, diretor-executivo do Aeroporto de Congonhas, o objetivo da ampliação é proporcionar uma experiência mais confortável até a entrega do novo terminal. “Essa ampliação foi pensada para atender melhor aos passageiros, proporcionando mais espaço, comodidade e serviços enquanto aguardam seus voos”, afirmou.
A sala de embarque remoto seguirá em uso até a inauguração do novo terminal, que integrará parte do projeto de modernização de R$ 2,4 bilhões do aeroporto. A proposta prevê a ampliação de 12 para 19 pontes de embarque, o que permitirá que mais de 70% dos passageiros utilizem fingers. O embarque remoto, por sua vez, será transferido para o hangar tombado pelo Patrimônio Histórico, que passará por restauração.
Com a reforma, Congonhas pretende manter sua relevância como principal aeroporto central da capital paulista, oferecendo mais eficiência operacional e experiência aprimorada aos passageiros do mercado doméstico.















