Iniciativa foi assinada durante o maior evento do mercado imobiliário do mundo, o MIPIM, que acontece em Cannes, na França (Reprodução/David Agüero)
Ministro do Turismo, Celso Sabino (Reprodução/David Agüero)

O União Brasil resiste ao acordo costurado por Celso Sabino para permanecer no Ministério do Turismo com aval do presidente Lula. A direção da sigla insiste que o ministro deixe o cargo até esta sexta-feira (26), sob risco de expulsão.

Sabino tenta negociar uma licença partidária, o que lhe permitiria continuar no governo até abril e depois retornar à legenda. A estratégia conta com o apoio de Lula, que quer mantê-lo no posto como “cota pessoal” e ainda fortalecer sua pré-candidatura ao Senado pelo Pará em 2026.

No estado, o governador Helder Barbalho (MDB) é favorito, mas a disputa está na segunda vaga, na qual Sabino concorre com Chicão (MDB), presidente da Assembleia Legislativa. A permanência no ministério ajudaria o ministro a se projetar durante a COP30, em Belém, evento considerado central para sua campanha.

Para o União Brasil, aceitar a saída temporária seria uma forma de manter espaço no governo num momento de recuperação de popularidade de Lula. Além disso, garantiria ao presidente do partido, Antonio Rueda, uma ponte com o Planalto, justamente quando ele enfrenta investigações da Polícia Federal.

Se a negociação fracassar, o Planalto já tem um plano alternativo: efetivar Ana Carla Lopes, secretária-executiva indicada por Sabino e também paraense, como ministra.