WTE Miami 2025 consolida feira como hub global e projeta ainda mais espaço para o Brasil
Javier Perez, diretor do WTE Miami

A terceira edição do WTE Miami reuniu quase 300 expositores e mais de 3 mil profissionais do setor, consolidando a cidade como palco global de negócios no turismo. O evento registrou mais de 10 mil reuniões em dois dias, atraindo destinos, companhias aéreas, operadores e compradores de quatro continentes.

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Para Javier Pérez Palencia, diretor da feira, o protagonismo crescente da América Latina, especialmente do Brasil, marca o início de uma nova fase, com ainda mais oportunidades para 2026. O M&E foi media partner do evento e traz uma entrevista completa com o diretor, que você pode conferir abaixo.

M&E – Olhando para trás, qual você considera o maior feito do WTE Miami 2025?
Javier Pérez – Sem dúvida, transformar o WTE Miami em um marketplace verdadeiramente global. Tivemos quase 300 expositores e mais de 3 mil profissionais inscritos, na edição mais diversa que já realizamos. Mais do que números, o sucesso foi ver Miami se consolidar como palco de anúncios, parcerias e novos projetos. Um destaque especial foi a crescente participação da América Latina, em particular do Brasil. Ceará e Bahia mostraram o potencial enorme do país em atrair compradores dos EUA e de outros mercados.

M&E – De que forma essa diversidade internacional se refletiu em novos negócios e conexões estratégicas?
Javier Pérez – Ela gerou sinergias incríveis. Foram mais de 10 mil reuniões em apenas dois dias, ampliando redes e consolidando parcerias de longo prazo. A América Latina ganhou muito com essa diversidade, e o Brasil se destacou. Compradores dos EUA demonstraram forte interesse em expandir parcerias com operadores brasileiros, que agregaram valor real ao evento.

M&E – Qual foi o retorno de expositores e compradores sobre esta edição?
Javier Pérez – O feedback foi extremamente positivo. Expositores elogiaram a eficiência da nossa plataforma de matchmaking B2B e os compradores destacaram a qualidade dos contatos. Muitos participantes de primeira viagem já confirmaram que voltarão em 2026. Brasileiros e latino-americanos relataram que tiveram acesso a compradores que normalmente não encontram em outras feiras, exatamente o diferencial que buscamos oferecer.

M&E – Como as parcerias ajudaram a enriquecer a experiência do evento?
Javier Pérez – Foram fundamentais. O Miami International Airport e o Greater Miami CVB reforçaram o papel de Miami como porta das Américas. Companhias como Delta, Latam e Iberia trouxeram forte presença internacional e patrocinaram eventos de networking. Até nossos parceiros de mídia, como o History Channel Latin America, trouxeram inovações, como o lançamento de uma plataforma de dados para o turismo. Essa combinação mostrou que o WTE Miami é um espaço onde toda a cadeia se encontra para moldar o futuro.

M&E – Quais caminhos e novidades você projeta para as próximas edições?
Javier Pérez – Vemos três direções claras: fortalecer ainda mais os setores de companhias aéreas, cruzeiros e tecnologia; ampliar a diversidade geográfica de participantes; e aprimorar nossas ferramentas digitais para estender conexões além dos dois dias de feira. Em 2025, o Brasil já se destacou como o país latino-americano com maior presença, à frente de outros mercados. Isso é apenas o começo. Nosso objetivo é ampliar ainda mais a participação brasileira em 2026. O convite está feito: que destinos e empresas brasileiras incluam o WTE Miami em seus orçamentos de 2026 e aproveitem a feira como sua plataforma global de negócios.