Projeto de lei quer proibir cobrança por bagagem de mão em voos no Brasil
Deputado propõe lei para acabar com cobrança por bagagem de mão após mudança da Gol (Banco de imagens/Freepik)

O vice-líder do governo Lula na Câmara, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), apresentou nesta quarta-feira, 15 de outubro de 2025, um projeto de lei que proíbe a cobrança por bagagem de mão em voos comerciais no Brasil. A proposta determina que o transporte de uma mala de bordo deve estar incluído no valor da passagem aérea.

O texto foi protocolado após a Gol anunciar uma nova tarifa, chamada Basic, que não inclui o transporte gratuito de mala de cabine. A modalidade permite apenas um item pessoal de até 10 quilos, desde que caiba sob o assento do passageiro. As novas regras passaram a valer na terça-feira, 14.

De acordo com o projeto, as companhias aéreas ficam impedidas de cobrar qualquer valor adicional por bagagens dentro dos limites de peso e dimensões fixados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Também é vedada a redução injustificada desses limites como forma de contornar a proibição.

O texto prevê punições em caso de descumprimento, incluindo restituição em dobro ao passageiro do valor cobrado indevidamente e multa equivalente a 200 vezes o montante da taxa, a ser paga à Anac. A fiscalização caberá à agência e aos órgãos de defesa do consumidor.

Na justificativa, Rubens Pereira Júnior afirma que a cobrança adotada pelas empresas, sob o argumento de reduzir custos e estimular a concorrência, não trouxe redução efetiva nas tarifas aéreas. “Na prática, os preços das passagens não sofreram redução proporcional à nova cobrança”, afirmou o deputado.

Segundo ele, a prática tem onerado o consumidor e restringido o acesso ao transporte aéreo, considerado essencial em um país de dimensões continentais. “O direito de transportar consigo uma bagagem de mão, contendo objetos pessoais e itens indispensáveis, é inerente à própria natureza do deslocamento e não deve ser tratado como serviço adicional”, escreveu.

O parlamentar conclui que o projeto busca restabelecer a proteção ao consumidor e evitar práticas abusivas no setor. “Esta proposta busca assegurar que o passageiro tenha o direito básico de transportar seus pertences pessoais sem a imposição de cobranças indevidas”, declarou.