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A partir de outubro, passageiros só poderão transportar power-banks com capacidade limitada e sem uso em voo (Reprodução/Freepik)

Um voo da Air China precisou fazer um pouso de emergência neste sábado (18) após um incêndio causado por uma bateria de lítio na cabine. A aeronave partiu de Hangzhou com destino a Incheon, na Coreia do Sul, mas desviou para o Aeroporto Internacional de Pudong, em Xangai, depois que a bagagem de um passageiro começou a pegar fogo no compartimento superior. Ninguém ficou ferido.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram chamas e fumaça se espalhando no interior do avião enquanto passageiros entram em desespero e comissários correm para conter o fogo com extintores. A Air China informou que a tripulação respondeu rapidamente e conseguiu controlar o incêndio antes do pouso. A companhia não esclareceu se a bateria estava dentro de um dispositivo eletrônico ou se era uma unidade reserva.

O episódio ocorre meses depois de a China adotar restrições mais rígidas ao transporte de baterias de lítio em aviões, após alertas de agências de segurança sobre o risco de combustão espontânea. Desde junho, passageiros estão proibidos de levar a bordo baterias portáteis que não tenham certificação de segurança chinesa. A Air China disse que, no caso deste voo, a bateria envolvida no incêndio era removível, categoria que não está incluída na restrição atual.

As preocupações com baterias de lítio não são isoladas. Autoridades internacionais alertam para o aumento de incidentes envolvendo superaquecimento e curto-circuito. Em muitos casos, o fogo começa em dispositivos pessoais, como celulares, notebooks, carregadores portáteis ou cigarros eletrônicos.

Companhias aéreas do mundo inteiro têm reforçado os protocolos de segurança para lidar com focos de incêndio a bordo. Em muitos países, as baterias são proibidas na bagagem despachada e só podem ser transportadas na cabine, onde a tripulação consegue reagir rapidamente em caso de emergência, como aconteceu no voo da Air China. A empresa informou que colabora com autoridades chinesas para investigar o caso e reforçar a fiscalização de bagagens de mão em voos futuros.