EUA implementam novo sistema biométrico obrigatório para estrangeiros; entenda o que muda
Nova medida exige reconhecimento facial de todos os visitantes em entradas e saídas do país (Divulgação)

Os Estados Unidos começaram a adotar um novo sistema de controle de fronteiras que torna obrigatória a coleta de dados biométricos e reconhecimento facial de todos os estrangeiros que entram e saem do país. A medida, publicada no Federal Register em 27 de outubro, faz parte de uma ampla estratégia do governo americano para reforçar a segurança, prevenir fraudes em documentos de viagem e reduzir o número de pessoas que permanecem no país após o vencimento do visto.

O novo sistema será aplicado em aeroportos, portos e fronteiras terrestres, abrangendo visitantes de todas as idades e nacionalidades, incluindo crianças e idosos. Os dados coletados na entrada e na saída serão cruzados para identificar discrepâncias, o que pode levar à detenção, deportação ou até à proibição de reingresso nos Estados Unidos em casos de irregularidades. Apenas cidadãos e nacionais americanos estão isentos do processo.

Mesmo os portadores de Green Card, que possuem residência permanente legal no país, estarão sujeitos à coleta de dados biométricos. Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), a regra não prevê exceções com base em idade, idioma ou origem, tornando o procedimento obrigatório para praticamente todos os não cidadãos.

A medida representa uma expansão das práticas já existentes, que antes se aplicavam apenas a algumas categorias de viajantes. Agora, a obrigatoriedade se estende a todos os estrangeiros, tornando o sistema americano um dos mais abrangentes do mundo em termos de controle biométrico. O governo argumenta que a mudança permitirá monitoramento mais eficaz de entradas e saídas, reduzindo riscos à segurança nacional e fraudes no sistema de imigração.

Embora o novo sistema esteja alinhado a uma tendência global de fortalecimento de controles fronteiriços com o uso de tecnologia, especialistas apontam preocupações quanto à privacidade e à segurança dos dados pessoais coletados. Organizações de defesa de direitos civis alertam que o uso massivo de reconhecimento facial pode gerar falhas e abusos, reforçando a necessidade de transparência e proteção no armazenamento das informações biométricas dos viajantes.