
Empresas e marcas estão substituindo grandes shows e multidões por experiências de bem-estar, equilíbrio e autocuidado. Os chamados festivais de wellness, que combinam yoga, meditação, alimentação saudável e contato com a natureza, têm se expandido no setor corporativo, atraindo demanda por experiências transformadoras e movimentando bilhões de dólares.
O setor global de bem-estar registrou US$ 6,3 trilhões em 2023 e deve ultrapassar US$ 9 trilhões até 2028, segundo o Global Wellness Institute. Dentro desse contexto, turismo e eventos de wellness apresentam crescimento acelerado, refletindo mudança de comportamento de pessoas e empresas que buscam mais do que entretenimento.
“Durante muito tempo, o entretenimento foi sinônimo de exagero, estímulo excessivo, euforia. Hoje, ele está se transformando em uma forma de cuidado coletivo. O novo luxo é o silêncio, a presença. É oferecer ao público um tempo de pausa em meio ao ruído do mundo”, afirma Kiko Cesar, CEO da 11onze.
No ambiente corporativo, a procura por experiências wellness aumentou 70% nos últimos anos, de acordo com dados da agência 11onze, especializada em curadoria e produção de eventos de marca. A iniciativa atende tanto empresas interessadas no bem-estar dos colaboradores quanto marcas que querem associar seus valores a propósito, saúde e qualidade de vida.
A 11onze organiza eventos corporativos em resorts e festivais abertos ao público, apostando em formatos híbridos que combinam música leve, natureza e práticas de autocuidado. A agência já trabalhou com marcas como Amazon, Cartier e Iguatemi.
“A nova geração quer experiências que despertem, e não que anestesiem. Quer arte que silencie, música que acolha, espaços que respirem. O bem-estar deixou de ser um nicho e se tornou uma lente que atravessa moda, gastronomia, arquitetura, comportamento e, agora, o entretenimento”, complementa Cesar.







