
O CEO da Latam, Jerome Cadier, se pronunciou após os cancelamentos e atrasos que atingiram milhares de passageiros nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos nos últimos dias. Em um texto publicado hoje (11) no LinkedIn, ele reconheceu a situação vivida pelos moradores da capital paulista. “Para quem mora em SP, esta semana foi infernal. Chuva torrencial, greve de ônibus, trânsito recorde, ventos incrivelmente fortes, falta de luz e internet… Para quem tinha que viajar e passar por Congonhas e Guarulhos então…”, escreveu.
Cadier pediu desculpas aos clientes que tiveram seus voos afetados desde terça-feira. “Venho aqui publicamente pedir desculpas a todos os passageiros que tiveram seus voos afetados desde terça”, afirmou. Ele detalhou o conjunto de fatores que levou ao colapso da operação, destacando principalmente os ventos que chegaram a 100 km/h e tornaram arriscadas diversas decolagens e pousos. “Se uma decolagem ou pouso é perigoso, ele não acontece: postergamos, arremetemos ou vamos para outro aeroporto com condições mais seguras de operação”, disse.
Para o executivo o maior desafio foi a imprevisibilidade do vento, mais do que a chuva. Ele lembrou que cada aeronave realiza entre seis e sete voos por dia, o que multiplica o impacto. O atraso de 1 voo pela manhã impacta outros 6 durante o dia. “É o que chamamos de efeito reacionário”, observou. Ele afirmou que, mesmo com equipes e aeronaves de reserva acionadas, não foi possível evitar cancelamentos quando os atrasos se tornaram grandes demais. O CEO ainda destacou o esforço da empresa na logística emergencial. “Só ontem tivemos que ocupar, de uma hora para outra, mais de 3500 quartos de hotéis”, disse.
A prioridade da companhia permanece a segurança operacional, de acordo com Cardier, que finalizou pedindo calma aos passageiros diante do cenário. “Todos os colaboradores da LATAM Airlines estão fazendo seu melhor. Só não fazem o impossível”, escreveu. Ele encerrou seu texto dizendo o quão difícil o dia foi para todos: “180 cancelamentos, 33 alternados, mais de 30 mil passageiros impactados”.







