
Trabalhar com turismo é uma caixinha de surpresas: num dia, você está em um evento de lançamento no coração de São Paulo; no outro, correndo pelo deserto da Arábia para cobrir um novo roteiro marítimo. A rotina é intensa, mas poder dormir em um continente e acordar em outro é o que mantém minha paixão por essa jornada.
Depois de mais de 12 viagens e 10 países visitados, 2025 chega ao fim como um ano de desafios e conquistas, marcado por textos construídos a partir de muita observação e do olhar atento de quem sabe identificar tanto um paraíso tropical quanto um arranha-céu recordista em engenharia.
Nos 45 minutos do segundo tempo, recebi um convite que fez meus olhos brilharem: um cruzeiro no MSC Euríbia pelo Golfo Pérsico. Curiosamente, um exame de DNA realizado anos atrás revelou que minha origem sanguínea vem 80% dessa região. Ou seja, aquela viagem seria não apenas uma grande oportunidade jornalística, mas também um encontro com culturas dos meus antepassados.

Com base em Dubai, o MSC Euríbia percorre um itinerário de sete noites, com paradas em Dubai, Doha, Bahrain, Abu Dhabi e Sir Bani Yas. Ao desembarcar na primeira cidade, tudo que eu esperava se confirmou: paisagens únicas, arquiteturas que desafiam a física e uma enxurrada de novidades.
- Seis motivos para navegar a bordo do MSC Euribia pelo Norte da Europa
- Veja 100 fotos do MSC Euribia, novo navio da MSC
- MSC Euribia é inaugurado na Dinamarca com presença da madrinha Sophia Loren; veja fotos
Dubai é rica, cosmopolita, e exibe engenharia de ponta. Do prédio mais alto do mundo, o Burj Khalifa, aos tradicionais souks, como o maior mercado de ouro do outro lado do rio, a cidade mistura tradição e modernidade. Tomar um café da manhã típico e mergulhar na cultura local foi uma experiência transformadora. Doha, segunda parada do navio, encantou com seu skyline colorido, templos impressionantes e ruas climatizadas com ar-condicionado, onde cristais reluziam como joias. Aqui, os prédios não competem em altura, mas em beleza e sofisticação.

Em Bahrain, fui transportado para o passado, quando os habitantes eram pescadores de pérola. O almoço típico, finalizado com café aromatizado com açafrão, reforçou a conexão com a cultura local.
Abu Dhabi me surpreendeu em vários sentidos. A Mesquita do Sheikh Zayed me deixou boquiaberto com sua brancura e perfeição; cada detalhe parecia meticulosamente polido, do mármore reluzente aos jardins e calçadas impecáveis. A cidade em si impressiona pelo cuidado com cada espaço público, transmitindo uma sensação de ordem e grandiosidade. Outro destaque foi o Parque da Ferrari, onde experimentei a montanha-russa mais rápida do mundo: acelerar de 0 a 240 km/h em apenas 4,8 segundos é uma experiência que desafia corpo e mente, e eu encarei duas vezes.
E então chegamos a Sir Bani Yas, uma ilha quase secreta de águas verdes, com um safari dentro. Sentar ali, com meu “escritório” improvisado cercado por natureza e animais selvagens, foi um daqueles momentos em que você entende exatamente por que escolheu trabalhar com turismo: não é só sobre destinos, é sobre experiências que transformam a forma como vemos o mundo. Ali, entre praias quase intocadas e vistas que parecem saídas de um filme, senti que 2025 valeu cada quilômetro rodado, cada voo corrido, cada história escrita.

*O M&E viaja com apoio da Shift e proteção GTA.















