
A paralisação orçamentária do governo dos Estados Unidos (EUA) já provoca reflexos no Brasil e levou a embaixada norte-americana a reduzir temporariamente parte de seus serviços e canais de comunicação, informou a representação diplomática neste sábado (31).
Segundo a embaixada, a crise fiscal em Washington afeta a rotina administrativa da missão no país, incluindo a atualização de seus perfis oficiais nas redes sociais. Durante o período de shutdown, a conta institucional no X permanecerá ativa apenas para a divulgação de avisos urgentes relacionados à segurança, sem publicações regulares.
Apesar das restrições, a representação diplomática afirmou que os atendimentos consulares previamente agendados para emissão de passaportes e vistos seguem mantidos, tanto nos Estados Unidos quanto em embaixadas e consulados no exterior, condicionados à disponibilidade de recursos durante a paralisação.
Caos nos EUA

O impacto nas atividades ocorre após o governo norte-americano entrar oficialmente em shutdown, em razão da ausência de um acordo no Congresso para garantir o financiamento das operações federais. O prazo final para aprovação do orçamento expirou à meia-noite, sem consenso entre o Senado e a Câmara dos Representantes, de acordo com informações da agência Reuters.
Ainda segundo a agência, o Senado aprovou posteriormente um pacote de gastos por ampla maioria, em uma votação bipartidária realizada após atraso na sessão. A proposta, no entanto, não foi analisada pela Câmara, que está fora de Washington e só deve retomar os trabalhos legislativos nesta segunda-feira (2).
- ESTA: EUA podem perder até 4,7 milhões de chegadas internacionais em 2026 com mudanças, diz WTTC
- Turismo nos EUA perde fôlego em 2025 devido a regras mais rígidas
- ARTIGO – Imigração para os EUA continua: suspensão de vistos é temporária e já aconteceu antes
O texto aprovado separa o financiamento do Departamento de Segurança Interna do restante do orçamento federal, permitindo a liberação de recursos para áreas como Defesa e Trabalho enquanto continuam as negociações sobre a política migratória. O tema ganhou centralidade após a morte de um segundo cidadão norte-americano em Minneapolis, em um episódio envolvendo agentes de imigração.
O caso intensificou a pressão de parlamentares democratas por mudanças nas práticas do departamento responsável pela fiscalização migratória, incluindo restrições a patrulhas móveis, exigência de câmeras corporais e adoção de mandados judiciais para operações. Republicanos indicaram disposição para discutir parte das propostas, enquanto o impasse orçamentário segue afetando serviços públicos dentro e fora dos Estados Unidos.







