Jair Pasquini, diretor de negócios do Meeting Brasil
Jair Pasquini, diretor de negócios do Meeting Brasil (Ana Azevedo/M&E)

Segundo o diretor do Meeting Brasil, Jair Pasquini, a promoção internacional do turismo brasileiro exige mais do que presença física em feiras e eventos no exterior. Conforme o executivo, transformar a participação internacional em mercado recorrente depende de estratégia contínua, ações conectadas e planejamento de médio prazo.

“Presença é importante. Estratégia é decisiva”, afirmou Pasquini. Para o executivo, participar de eventos internacionais é fundamental, mas só produz resultado quando faz parte de um plano estruturado. “O ponto não é estar ou não estar. O ponto é como essa presença se conecta a uma estratégia maior”, disse.

Meeting Brasil: estratégia assertiva

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Quando essas iniciativas não têm continuidade, o investimento perde eficiência (Janaina Brito/M&E)

De acordo com Pasquini, a internacionalização começa com a atuação no exterior, mas não se encerra nela. “Estar fora do Brasil é o primeiro passo. Transformar essa presença em mercado recorrente é o verdadeiro objetivo”, afirmou.

O diretor do Meeting Brasil destacou que o calendário internacional está cada vez mais disputado, com feiras, roadshows, workshops, missões comerciais e eventos exclusivos. Quando essas iniciativas não têm continuidade, o investimento perde eficiência. “Distribuir cartões não constrói mercado. Fotos no estande não geram recorrência. Contato isolado não vira contrato”, afirmou.

Segundo Pasquini, o ano de 2025 consolidou o retorno do Brasil ao centro do radar global, com o país atingindo a marca de 9 milhões de turistas internacionais. Ele atribuiu o resultado ao esforço conjunto do setor privado, dos destinos e a uma estratégia consistente de posicionamento conduzida pela Embratur e pelo trade. “O cenário é favorável. A demanda existe. O interesse pelo Brasil é real”, disse.

Nesse contexto, o executivo afirmou que decisões estratégicas ganham ainda mais relevância. Para ele, mercados externos se consolidam com frequência, relacionamento, repetição estratégica e construção de confiança. “Operador internacional compra de quem ele reconhece, de quem já viu antes, de quem demonstra continuidade”, afirmou.

Ao tratar da escolha de eventos e plataformas, Pasquini ressaltou que a promoção internacional exige investimento relevante em tempo, equipe e deslocamento, o que torna inviável estar em todas as ações disponíveis. “Não se trata de fazer mais. Trata-se de fazer melhor”, disse. Para ele, plataformas consolidadas reduzem riscos e permitem aprofundar mercados e manter ações continuadas ao longo do tempo.