GP de São Paulo mobiliza mercados internacionais e soma quase 15 mil reservas aéreas
Argentina e EUA lideram as reservas internacionais para o GP, enquanto o México cresce 54,8% (José Mário Dias/Secom-SP)

A realização do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1 já movimenta as reservas aéreas internacionais para a capital paulista. Levantamento da Embratur contabilizou 14.933 reservas para o período de 4 a 11 de novembro de 2026, alta de 1,15% em relação às 14.763 registradas para o intervalo equivalente de 2025. Os dados consideram as reservas realizadas até 24 de setembro.

Entre os principais mercados emissores, a Argentina lidera, com 3.685 reservas e gasto médio de US$ 691 por turista. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 2.237 reservas e gasto médio de US$ 1.742,30 por visitante. O México registra o maior crescimento entre os principais mercados analisados. O país soma 593 reservas, avanço de 54,83% em relação às 383 contabilizadas no levantamento equivalente de 2025. O gasto médio dos turistas mexicanos é de US$ 1.775,90.

Chile, Alemanha, Reino Unido, Itália, Portugal, Espanha e Japão também aparecem entre os dez principais mercados emissores. Juntos, esses países somam 3.437 reservas aéreas para o período da competição.

Evento amplia exposição internacional do destino

Para a Embratur, a movimentação reforça o papel dos grandes eventos esportivos na atração de visitantes estrangeiros e na divulgação dos destinos brasileiros no exterior. A diversidade dos mercados emissores também permite identificar a origem dos viajantes e orientar as ações de promoção internacional do país.

“A Fórmula 1 coloca o Brasil diante de uma audiência internacional e cria uma oportunidade concreta de transformar a atenção pelo evento em interesse pelo país. Quem vem acompanhar a corrida também pode conhecer nossa gastronomia, cultura e outros destinos, ampliando o alcance da viagem para além do autódromo. Os dados de emissão de passagens nos ajudam a entender de onde vem esse público e a direcionar a promoção do Brasil nos mercados com maior potencial”, afirma o presidente da Embratur, Bruno Reis.

Para a Embratur, a proposta é aproveitar a visibilidade internacional do evento para apresentar outras experiências aos visitantes que vêm ao país para acompanhar a corrida.