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Mercado de fidelização registra avanço no uso efetivo de pontos (Reprodução/Freepik)

A quantidade de pontos e milhas que expiram sem uso nos programas de fidelidade brasileiros atingiu o menor patamar já registrado. De acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização, a taxa de breakage ficou em 11,6% no terceiro trimestre de 2025 (3T25), o que representa uma queda de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.

O indicador, considerado essencial para medir o engajamento dos participantes com os programas, mostra a proporção de pontos ou milhas que vencem sem serem resgatados. Quanto menor a taxa, maior tende a ser a utilização efetiva dos benefícios acumulados.

Segundo a entidade, o resultado reflete uma mudança de comportamento dos consumidores e também o aprimoramento das estratégias adotadas pelas empresas de fidelização. Entre os fatores que contribuíram para a redução histórica estão a ampliação do portfólio de parceiros, o aumento das possibilidades de acúmulo e resgate e a realização de campanhas promocionais que estendem a validade dos pontos.

Mais oportunidades de uso fazem milhas expirarem menos

Na prática, isso significa que os participantes têm encontrado mais oportunidades para usar suas milhas, seja em viagens, produtos, serviços ou experiências. A diversificação das opções e a maior flexibilidade nas regras tornaram os programas mais atrativos e funcionais no dia a dia.

Para a ABEMF, os números indicam que os brasileiros estão não apenas acumulando pontos, mas utilizando-os de forma mais estratégica. O dado também sinaliza maior maturidade do mercado de fidelização no País, com empresas investindo em tecnologia, parcerias e comunicação para estimular o resgate e fortalecer o relacionamento com o cliente.

A queda do breakage a 11,6% consolida uma tendência de maior eficiência e engajamento no setor, ao mesmo tempo em que reforça a importância dos programas de fidelidade como ferramenta de retenção e estímulo ao consumo em diferentes segmentos da economia.