CVC
Felipe Gomes, VP da CVC Corp

SÃO PAULO – A CVC Corp encerrou 2025 com avanços consistentes em rentabilidade e estrutura de capital, consolidando um ciclo de recuperação iniciado nos últimos anos. Segundo o VP de Finanças, Felipe Gomes, os resultados refletem ganhos operacionais e a evolução do mix de negócios da companhia.

“Alcançamos 31,8% de margem EBITDA, acima inclusive dos níveis de 2019”, afirmou o executivo. O indicador veio acompanhado de um EBITDA ajustado de R$ 458,6 milhões no ano, crescimento de cerca de 18% em relação a 2024.

Leia também: CVC fatura R$ 16,8 bilhões e atinge margem histórica em 2025
“Estamos prontos para explorar um mercado digital que a CVC ainda não atuava”, diz CEO Fabio Mader
Guerra, Copa do Mundo e Eleições: “2026 começa desafiador, mas temos alavancas para mitigar os impactos”, diz CEO da CVC

O lucro líquido ajustado também avançou de forma significativa, mais que dobrando no período. “Encerramos o ano com R$ 67 milhões, mais do que o dobro do ano anterior”, disse Gomes.

Um dos principais vetores de crescimento foi o segmento B2B, que ganhou relevância tanto no Brasil quanto na Argentina. No mercado brasileiro, a operação foi impulsionada pela Rextur Advance.

No Brasil, as reservas avançaram, com crescimento próximo de 13% no acumulado do ano, atingindo cerca de R$ 13 bilhões. A expansão foi acompanhada por aumento da presença física, com a abertura de 63 lojas apenas no quarto trimestre, 65% delas fora das capitais, em linha com a estratégia de interiorização.

Apesar do crescimento da receita, houve leve compressão do take rate, movimento explicado pelo maior peso do B2B no mix. “São produtos com menor necessidade de capital e custo financeiro mais baixo, o que, no conjunto, é positivo”, explicou Gomes.

Outro destaque foi a geração de caixa, que atingiu R$ 412 milhões em 2025, um aumento de R$ 175 milhões em relação ao ano anterior. O desempenho permitiu à companhia avançar na desalavancagem.

“Reduzimos a dívida líquida em R$ 97 milhões e encerramos o ano com alavancagem de apenas 0,2 vez o EBITDA”, afirmou.

CVC Argentina também cresce

Na Argentina, além do crescimento de receita de 10%, a operação também apresentou forte expansão de rentabilidade. O EBITDA no país avançou 57%, com margem de 26%, refletindo a melhora operacional e o aumento de escala.

Para Gomes, o conjunto dos resultados demonstra a consistência da estratégia adotada pela companhia. “É um ano de bastante orgulho, com evolução de margem, geração de caixa e redução de endividamento”, finalizou.