(Divulgação/ Boeing)
Modificações da Boeing nas aeronaves visam ampliar a eficiência operacional (BoeingIanDewar/AdobeStock)

A Boeing Brasil recebeu nesta quinta-feira (19), em São José dos Campos (SP), a aprovação do primeiro Certificado Suplementar de Tipo (CST) emitido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que autoriza a instalação de um sistema de água potável de maior capacidade em uma aeronave 737 MAX da Gol Linhas Aéreas Inteligentes, com o objetivo de ampliar a eficiência operacional e o atendimento ao passageiro.

A certificação foi concedida pela Anac em um processo que envolveu a atuação conjunta da Boeing Brasil, da Gol Linhas Aéreas Inteligentes e da própria agência reguladora, consolidando a habilitação da empresa para desenvolver e implementar modificações aeronáuticas no país dentro dos parâmetros regulatórios vigentes.

Segundo Humberto Pereira, diretor-geral da Boeing Engenharia no Brasil, o certificado representa a consolidação da capacidade técnica instalada no país. “Abre-se um novo caminho para prover modificações às companhias aéreas, mantendo rigorosos padrões de segurança e supervisão regulatória”, afirmou.

O superintendente de Aeronavegabilidade da Anac, Roberto Honorato, destacou que a iniciativa está alinhada à estratégia da agência de incentivar melhorias operacionais no setor. “Estamos sempre atuando em parceria com a indústria visando a celeridade e a aceitação global dos projetos”, disse.

Para a Gol, a certificação reduz o tempo necessário para implementação de ajustes operacionais na frota. “Este CST oferece uma rota mais rápida para uma modificação buscada há algum tempo, melhorando o serviço ao passageiro com mínima interferência operacional”, afirmou Diego Rodrigues Silva, gerente executivo de Manutenção da companhia.

Validação e próximos passos para a Boeing

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Com a aprovação no Brasil, o projeto poderá ser submetido futuramente à validação de autoridades regulatórias internacionais (Divulgação/Gol)

Com a aprovação no Brasil, o projeto poderá ser submetido futuramente à validação de autoridades regulatórias internacionais, como a Federal Aviation Administration (FAA), dos Estados Unidos, e a European Union Aviation Safety Agency (EASA), da Europa.

Esse processo é necessário para que a modificação seja reconhecida em outros mercados e aplicada em aeronaves que operam sob diferentes jurisdições, ampliando o alcance comercial da solução desenvolvida no Brasil.