
A Ubrafe – União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios avança na construção de uma base de informações para mensurar os impactos socioambientais da indústria de eventos. Conduzida pelo Grupo de Trabalho ESG, a iniciativa busca reunir dados das empresas associadas, identificar práticas existentes e acompanhar a evolução do setor, respeitando os diferentes níveis de maturidade das organizações.
A proposta vai além dos indicadores ambientais tradicionais, como consumo de água e energia e gestão de resíduos. Também considera condições de trabalho durante a montagem dos eventos, segurança dos profissionais, satisfação dos colaboradores, inclusão e acessibilidade.
“Quando falamos em impacto socioambiental, precisamos olhar para além do consumo de água, energia e da gestão de resíduos. As condições de trabalho durante a montagem dos eventos, a segurança dos profissionais, a satisfação dos colaboradores, a inclusão e a acessibilidade também fazem parte dessa agenda”, afirma Filipe Fiuza, coordenador do Grupo de Trabalho de Sustentabilidade e ESG da Ubrafe.
Guia ESG serve de referência, diz Ubrafe
Entre as referências para a discussão está o Guia ESG 2026 do Expo Center Norte, que reúne iniciativas de monitoramento de resíduos, rastreabilidade da destinação de materiais, inventário de emissões de gases de efeito estufa e uso de energia de fontes renováveis. O documento também aborda economia circular, inclusão e relacionamento com a comunidade.
A Ubrafe pretende ampliar essa visão para toda a indústria, organizadores e espaços que recebem feiras e eventos. As discussões incluem o desenvolvimento de instrumentos para coleta de informações e apoio à elaboração de relatórios e inventários, com perspectiva de avanço a partir de 2027.
“O próximo passo é ampliar essa visão, reunir informações e compreender melhor os impactos da atividade como um todo. Como entidade representativa do setor, a Ubrafe tem um papel importante em articular essa construção, considerando as diferentes realidades das empresas e criando caminhos para avançarmos coletivamente”, afirma Paulo Octávio Pereira de Almeida (P.O.), presidente-executivo da entidade.







