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Desempenho da hotelaria no Brasil em 2025 foi marcado por crescimento da demanda doméstica (Freepik)

O desempenho da hotelaria no Brasil em 2025 foi marcado por crescimento da demanda doméstica e diversificação de destinos, segundo dados do Google Travel Analytics Center. O levantamento, que considera buscas por hospedagem entre 1º de janeiro e 31 de dezembro, mostra a consolidação de grandes centros urbanos e o fortalecimento de destinos de lazer em diferentes regiões do país.

São Paulo liderou o ranking com 7,07% das buscas, seguido pelo Rio de Janeiro, com 5,21%, reforçando o protagonismo dos principais polos econômicos do país tanto como emissores quanto receptores de turistas. Na sequência, aparecem destinos como Porto Seguro (2,30%), Belo Horizonte (1,90%) e Salvador (1,75%), evidenciando o equilíbrio entre turismo de negócios e lazer.

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Cidades com forte apelo de experiência, como Gramado (1,73%), também registraram desempenho relevante, ao lado de destinos de sol e praia como Maceió (1,72%), Florianópolis (1,46%) e Ubatuba (1,43%). A presença de Curitiba (1,62%) reforça o peso dos centros urbanos regionais na dinâmica da demanda.

Concentração regional da hotelaria e perfil da demanda

A análise das origens das buscas revela forte concentração nas regiões Sudeste e Sul. São Paulo responde por 31,69% da demanda, seguido por Minas Gerais (12,41%) e Rio de Janeiro (10,40%). Estados como Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina também se destacam, além de Bahia, Goiás, Pernambuco e Distrito Federal.

Esse cenário aponta dois vetores principais do turismo doméstico: a força dos grandes centros urbanos, impulsionados por viagens de negócios e curta duração, e a permanência da preferência por destinos de sol e praia com infraestrutura consolidada.

Apesar da liderança de São Paulo e Rio de Janeiro, que juntos concentram mais de 12% das buscas, os dados da hotelaria indicam crescente pulverização do interesse por destinos de médio e pequeno porte, sinalizando maior diversificação nas escolhas dos viajantes.

Outro fator relevante é a relação entre renda e escolha de hospedagem. Dados da PNAD Contínua, do IBGE, mostram que 37% dos domicílios com renda superior a quatro salários mínimos optam por hotéis, resorts ou flats, enquanto entre famílias com renda inferior a meio salário mínimo esse percentual cai para 4,3%.

Projeções e desafios da hotelaria para 2026

As perspectivas para 2026 são positivas. Projeções da Tourism Economics indicam que o Brasil deve alcançar 868,2 mil pernoites domésticos, um crescimento de 19,5% em relação aos níveis pré-pandemia de 2019.

O avanço confirma não apenas a recuperação do setor, mas sua consolidação em patamares superiores ao período anterior à crise sanitária, com impactos diretos na ocupação hoteleira e na distribuição regional da demanda.

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta novos desafios. O perfil do viajante está mais digital, exigente e influenciado por redes sociais, o que transforma a jornada de decisão. A busca por experiências personalizadas, autenticidade e boa reputação online ganha cada vez mais peso.

Diante desse cenário, a competitividade da hotelaria brasileira dependerá não apenas de infraestrutura e localização, mas também da capacidade de adaptação ao ambiente digital, gestão de imagem e oferta de experiências diferenciadas.

O desafio para 2026 será equilibrar a expansão da demanda com a sofisticação da experiência, integrando tecnologia, inovação e estratégias de comunicação ao planejamento do setor.