
A Air New Zealand vai colocar em operação, a partir de novembro de 2026, um dos projetos mais discutidos da aviação recente: o uso de beliches dentro da classe econômica. Batizado de “Skynest”, o espaço será instalado em aeronaves Boeing 787-9 V5 e estará disponível em rotas de longa duração, começando pelo trecho entre Nova York e Auckland.
Anunciada ainda em 2022, a proposta finalmente sai do papel com um formato híbrido. Não se trata de uma nova classe tarifária, mas de um serviço adicional que poderá ser reservado por passageiros da econômica e da premium economy. As vendas começam em 18 de maio.
Como funciona o Skynest
O módulo conta com seis camas individuais posicionadas entre as duas classes. Cada leito tem cerca de 2 metros de comprimento, largura maior na região dos ombros e mais estreita nos pés, seguindo o padrão de ergonomia de cabine.
O acesso será feito por sessões de quatro horas. Inicialmente, cada passageiro poderá comprar até dois períodos por voo. Entre um uso e outro, haverá uma pausa de cerca de 30 minutos para higienização e reorganização do espaço. O preço inicial divulgado é de US$ 495 por sessão.
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O que está incluído no serviço da Air New Zealand

A experiência foi desenhada para simular um descanso completo em voo. O passageiro terá acesso a roupa de cama com travesseiro, lençóis e cobertor, além de cortinas individuais para privacidade.
Também será entregue um kit de amenidades chamado “Nestcessities”, com itens básicos de conforto, como máscara para os olhos, tampões de ouvido, meias, escova e pasta de dentes e creme para as mãos. Cada cama terá iluminação própria, entrada USB, ventilação individual e espaço para objetos pessoais.
Estratégia mira voos ultralongos
O lançamento ocorre em um momento em que companhias aéreas buscam diferenciação em rotas de longa duração, especialmente aquelas que ultrapassam 15 horas. Ao permitir que passageiros da econômica comprem tempo de descanso horizontal, a Air New Zealand tenta reduzir um dos principais desconfortos desse tipo de viagem.
A iniciativa da Air New Zealand também reforça uma tendência de monetização de serviços adicionais dentro da cabine, indo além da tradicional divisão por classes.
Com a estreia marcada para novembro, o Skynest deve servir como teste para possíveis expansões em outras rotas da Air New Zealand.
Com informações de @passageirodeprimeira via Instagram







