combustível QAV
Participação do combustível nas despesas operacionais das companhias aéreas chegou a 45%, segundo a Abear (Gemni/IA)

A Petrobras deve aumentar em 7,32% o preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras em novembro, segundo reportagem publicada na Folha de S.Paulo. Se confirmado, o reajuste elevará o preço do litro de R$ 6,24 para R$ 6,69. A estatal não confirmou o percentual e informou que divulgará os novos preços em 1º de novembro.

A previsão de reajuste ocorre em meio à escalada das cotações internacionais do petróleo, intensificada pelos conflitos no Oriente Médio. Em outubro, a Petrobras já havia elevado o preço do combustível em 11,76%. O aumento, se concretizado, será o primeiro reajuste mensal de um dígito desde julho, quando a Petrobras reduziu o preço do QAV. Apesar disso, o combustível acumula alta de 90% desde março, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

Com a sequência de aumentos, a participação do querosene nas despesas operacionais das companhias já chegou a 45%, conforme a Abear. A elevação amplia a pressão sobre os custos das empresas e contribui para o encarecimento do transporte aéreo.

No mesmo período, o petróleo Brent, referência internacional utilizada pela Petrobras, acumulou alta próxima de 60%, chegando a US$ 114 por barril.

Desoneração do combustível da aviação terminou em julho

Querosene combustível
A elevação amplia a pressão sobre os custos das empresas e contribui para o encarecimento do transporte aéreo (Imagem criada com IA)

O governo federal não prorrogou a desoneração de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, encerrada em 31 de julho, segundo o Ministério da Fazenda. Com o fim do benefício, os tributos voltaram a incidir sobre a comercialização do combustível.

Em setembro, as passagens aéreas subiram 9,66%, segundo o IBGE. No mesmo mês, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,82%. Os dados mostram a alta das tarifas no período, mas não permitem atribuí-la exclusivamente ao aumento do querosene.

*Com informações da Folha de São Paulo.