
Com a chegada da Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016; o problema de infraestrutura dos aeroportos brasileiros se levanta como principal impasse para o sucesso do país e motiva a realização de debates como o que acontece no Fórum PNB – o Futuro da Aviação; no Rio de Janeiro. Um dos palestrantes do evento; que acontece hoje (14/04) e amanhã; é David Neeleman; fundador da Azul Linhas Aéreas Brasileiras. Ele expressou seu otimismo com relação às chances de crescimento do Brasil no setor; sem esquecer de comentar os impasses para esse desenvolvimento.
Para Neeleman; o país precisa de mais voos e os aeroportos têm espaço para eles; apesar de questões políticas e burocráticas atrapalharem a execução de soluções: “O que sempre se escuta é que o Brasil não suportaria mais voos. Mas os aeroportos têm espaço. Nós podemos fazer mais. A coisa mais rápida de se fazer é construir pátios com terminais temporários; duraria apenas seis meses”.
O fundador da Azul acredita que esse seria apenas um Plano Intermediário para resolver os problemas; entre outros; pois muito ainda precisa ser feito para melhorar a infraestrura: “A Dilma (Rousseff) está muito focada na infraestrutura aérea para a Copa. A Infraero também está pronta para resolver os problemas. Mas algumas leis acabam atrapalhando a atividade deles”.
Como exemplo; Neeleman citou o caso do Aeroporto de Vitória; uma das cidades mais importantes do país e com um aeroporto nos moldes dos anos 1950; que espera há cinco anos a retomada de sua reconstrução; paralisada depois da suspeita de que o dinheiro investido para a reforma poderia ter sido desviado.
Ele ressaltou ainda a incapacidade da privatização dos aeroportos resolver os problemas: “No México; por exemplo; o transporte aéreo (em mãos privadas) é um dos mais caros do mundo; está nas mãos de três empresas que; por visarem principalmente o lucro; encarecem o serviço e impedem o desenvolvimento do país. Os aeroportos têm que ser abertos e mais baratos”.
@img2@Modernização do espaço aéreo – O Fórum PNB – o Futuro da Aviação conta com a presença de representantes do Governo; do Estado do Rio de Janeiro; de Municípios; operadores; fornecedores de serviços de navegação aérea; agências regulatórias e organizadores comunitários. O objetivo é discutir o futuro da infraestrutura aeroviária no Brasil e os impactos do crescimento no setor aéreo; discutir alternativas para potencializar o gerenciamento do tráfego aéreo.
São discutidos temas como a maximização do uso dos aeroportos brasileiros; para evitar atrasos e cancelamentos e minimizar os impactos ao meio-ambiente. O sistema PBN (Performance Based-Navigation); desenvolvido pela GE Aviation Systems; segundo a empresa; traça rotas mais eficientes para a aviação comercial; reduz o consumo de combustível dos motores e emite menores quantidades de gases causadores do efeito estufa.
David Neeleman, presidente e CEO da Azul Linhas Aéreas






