Copa
Movimentos trabalhistas em cidades-sede elevam preocupações às vésperas do evento (Divulgação/Vantage Point Global, Inc)

A poucas horas do início da Copa do Mundo de 2026, trabalhadores da hotelaria e de serviços de alimentação em cidades-sede dos Estados Unidos ameaçam realizar paralisações em meio a negociações trabalhistas. Os movimentos envolvem funcionários de hotéis e estádios que reivindicam melhores salários, benefícios e condições de trabalho.

Entre os casos mais emblemáticos está o do SoFi Stadium, em Los Angeles, onde cerca de 2 mil trabalhadores representados pelo sindicato Unite Here Local 11 autorizaram uma possível greve. O local receberá oito partidas da Copa do Mundo, incluindo jogos da seleção dos Estados Unidos.

Greves durante a Copa do Mundo preocupam setor de hospitalidade

Além de Los Angeles, trabalhadores de hotéis em cidades como Seattle, Filadélfia e Nova York também discutem paralisações ou pressionam empregadores por novos acordos coletivos. As reivindicações incluem reajustes salariais, ampliação da cobertura de saúde, redução da sobrecarga de trabalho e garantias de proteção aos empregos.

No caso de Los Angeles, um acordo provisório foi alcançado entre trabalhadores do SoFi Stadium e a empresa responsável pelos serviços de alimentação, evitando uma greve imediata. Ainda assim, lideranças sindicais mantêm a possibilidade de novas mobilizações caso determinadas cláusulas não sejam cumpridas.

Copa do Mundo amplia pressão sobre empregadores

A proximidade do torneio fortaleceu o poder de negociação dos trabalhadores, já que hotéis, restaurantes e estádios esperam receber milhões de visitantes ao longo da competição. Sindicatos argumentam que os profissionais responsáveis pelo atendimento ao público devem compartilhar os benefícios econômicos gerados pelo evento.

Embora a maioria das negociações continue em andamento, especialistas do setor acompanham com atenção os desdobramentos das disputas trabalhistas, que podem impactar a operação de alguns serviços ligados à Copa do Mundo caso não haja acordo entre as partes