
A dificuldade para viajar de avião até Roraima voltou ao centro das discussões sobre conectividade aérea no Brasil. Um levantamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostra que o estado registrou a maior tarifa aérea média do país, refletindo um cenário marcado pela baixa oferta de voos, menor concorrência entre companhias e custos operacionais elevados.
Os dados reforçam um desafio histórico enfrentado por moradores, empresários e turistas que dependem da malha aérea para chegar ao extremo Norte do país. Além de encarecer viagens de lazer e negócios, o valor das passagens também interfere na competitividade do destino turístico.
Roraima enfrenta desafios na conectividade aérea
De acordo com a Anac, o preço médio das passagens para Roraima supera o registrado em outros estados brasileiros. Entre os fatores apontados para esse cenário estão a oferta reduzida de voos comerciais, a distância dos principais centros emissores e a limitada concorrência entre companhias aéreas.
Na prática, o custo elevado acaba restringindo o fluxo de visitantes e impactando setores diretamente ligados ao turismo, como hotelaria, gastronomia e receptivo. Para moradores, as tarifas também representam um obstáculo para deslocamentos por motivos de saúde, trabalho, estudos e compromissos familiares.
Especialistas avaliam que a ampliação da oferta de voos e o fortalecimento da concorrência podem contribuir para reduzir os preços no médio e longo prazo. Medidas voltadas ao desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária e à atração de novas rotas também são consideradas estratégicas para ampliar a conectividade da região Norte.
Apesar do cenário, Roraima reúne atrativos naturais de relevância internacional, como o Monte Roraima, o Parque Nacional do Viruá e paisagens do Lavrado, que vêm despertando interesse crescente entre viajantes em busca de experiências de natureza e aventura. O desafio, segundo representantes do setor, é tornar o destino mais acessível sem perder competitividade.







