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Voo entre Atlanta e Dallas pousou após tripulação conter incêndio provocado por dispositivo de passageiro (Gemni/IA)

Um voo da American Airlines entre Atlanta e Dallas, nos Estados Unidos, precisou realizar um pouso de emergência na noite de sexta-feira (21), depois que um laptop de um passageiro pegou fogo dentro da cabine. O incidente envolveu o voo AA 2398, operado por um Airbus A321 com 133 pessoas a bordo, e ocorreu durante a aproximação para o Aeroporto Internacional Dallas Fort Worth.

A tripulação conteve o fogo antes do pouso e equipes de emergência aguardaram a aeronave na chegada. Há divergência sobre o número de passageiros feridos: enquanto comunicações com o controle de tráfego aéreo indicaram que quatro ou cinco pessoas poderiam ter sofrido queimaduras, a American informou posteriormente que uma pessoa recebeu atendimento médico e foi liberada.

De acordo com informações divulgadas sobre a ocorrência, o laptop apresentou superaquecimento e pegou fogo pouco antes do pouso. Os pilotos comunicaram a situação ao controle de tráfego aéreo e informaram que os comissários de bordo atuavam para conter o incêndio do laptop na cabine.

Em gravação das comunicações com o controle de tráfego aéreo, o piloto relata que havia um incêndio na cabine e que a tripulação tentava apagá-lo. A aeronave prosseguiu para Dallas e pousou com segurança. Após a chegada, equipes de emergência prestaram assistência aos ocupantes envolvidos na ocorrência.

A American Airlines confirmou que o voo 2398 pousou no Aeroporto Internacional Dallas Fort Worth após a identificação de fumaça proveniente do dispositivo de um passageiro. Segundo a companhia, uma pessoa recebeu atendimento médico no local e foi liberada. A empresa também informou que o avião chegou ao portão por seus próprios meios após o pouso e agradeceu à tripulação pela atuação durante a ocorrência.

Laptop pega fogo em voo durante aproximação para Dallas

O incidente ocorreu em uma fase próxima ao pouso, quando o Airbus A321 se aproximava de Dallas. Com 133 pessoas a bordo, a aeronave passou a receber acompanhamento das equipes em solo, enquanto os comissários atuavam para controlar a situação dentro da cabine.

As informações sobre os ferimentos apresentam diferenças entre os relatos divulgados após a ocorrência. O áudio das comunicações entre a aeronave e o controle de tráfego aéreo apontou inicialmente a possibilidade de quatro ou cinco passageiros terem sofrido queimaduras nas mãos. Já a American Airlines informou posteriormente que uma pessoa precisou de atendimento e foi liberada após o pouso.

O fogo foi contido pela tripulação de cabine com o uso de um equipamento de contenção térmica para dispositivos eletrônicos. A aeronave pousou por volta das 18h55 no horário local, segundo informações da Federal Aviation Administration (FAA) divulgadas pela imprensa norte-americana.

O caso chama atenção para os riscos associados a dispositivos equipados com baterias de lítio durante os voos. Segundo a FAA, baterias desse tipo podem superaquecer e passar por um processo conhecido como thermal runaway, ou fuga térmica, que pode ocorrer em razão de danos, superaquecimento, exposição a determinadas condições, sobrecarga, embalagem inadequada ou defeitos de fabricação.

A orientação da agência é que os passageiros comuniquem imediatamente a tripulação caso um dispositivo apresente sinais de superaquecimento, expansão, fumaça ou fogo. A FAA informa que as equipes de voo recebem treinamento para identificar e responder a incêndios relacionados a baterias de lítio dentro da cabine.

No caso das baterias sobressalentes, a regulamentação estabelece restrições para o transporte em bagagens despachadas. Baterias de lítio não instaladas em equipamentos, incluindo power banks e carregadores portáteis, devem ser transportadas apenas na bagagem de mão. Caso uma mala de cabine precise ser despachada no portão ou junto à aeronave, esses itens precisam ser retirados e permanecer com o passageiro na cabine.

A American Airlines também informa em sua política de bagagem que baterias e cigarros eletrônicos não podem ser colocados em malas despachadas. Se uma bagagem de mão precisar ser despachada, os passageiros devem retirar baterias e outros itens restritos antes do procedimento.

Os laptops e outros dispositivos eletrônicos que contêm baterias de lítio, por sua vez, podem ser transportados seguindo as regras aplicáveis ao equipamento e à companhia aérea. A FAA recomenda que esses dispositivos sejam levados na bagagem de mão sempre que possível, permitindo que a tripulação identifique e responda a situações de superaquecimento, fumaça ou incêndio dentro da cabine.

A agência também aponta que dispositivos transportados em bagagem despachada precisam estar desligados e protegidos contra acionamento acidental e danos. As baterias sobressalentes, diferentemente dos equipamentos com bateria instalada, não podem ser colocadas em bagagens despachadas.

A ocorrência com o voo AA 2398 foi registrada na sexta-feira, 21 de agosto, e ganhou repercussão após a divulgação das comunicações entre a cabine e o controle de tráfego aéreo. A FAA informou que a aeronave pousou após a contenção do fogo, enquanto a American confirmou o pouso seguro e o atendimento a um passageiro.

Apesar da ocorrência dentro da cabine e da mobilização de equipes de emergência, o Airbus A321 conseguiu concluir o voo em Dallas. O caso também reforça as orientações das autoridades de aviação para que passageiros mantenham atenção a sinais de superaquecimento em dispositivos eletrônicos e comuniquem a tripulação imediatamente caso identifiquem fumaça ou fogo.

O voo da American Airlines terminou sem novos problemas após o pouso, mas o incidente evidencia os riscos relacionados a baterias de lítio em aeronaves e a importância da resposta da tripulação diante de ocorrências desse tipo. Com 133 pessoas a bordo, o AA 2398 pousou em segurança após os comissários conterem o fogo provocado pelo laptop, enquanto as autoridades e a companhia divulgaram informações sobre o atendimento aos passageiros envolvidos.

*Com informações de Aeroin.