Azul
Ricardo Bezerra, da Azul (Yuri Ricci/M&E)

LISBOA – A Azul celebra, em 2026, dez anos de operação entre Brasil e Europa, e chega à marca reforçando um dos principais pilares da sua estratégia internacional: a parceria com o trade. Durante o evento comemorativo realizado nesta quinta-feira (17), em Lisboa, Ricardo Bezerra, responsável pela área B2B da companhia, destacou a participação das agências de viagens, consolidadores, operadores e demais parceiros na construção dos resultados das rotas europeias.

Segundo o executivo, a prioridade da Azul neste momento é consolidar as operações já existentes para Lisboa, Porto e Madri, trabalhando tanto para levar brasileiros à Europa quanto para ampliar o fluxo de estrangeiros para o Brasil. Na Europa, Bezerra afirma que as vendas da companhia estão 100% concentradas no trade, enquanto, no Brasil, cerca de metade das vendas para a Europa passa pelas agências de viagens.

“Hoje, para a Azul, queremos solidificar o que já temos. A gente vem fazendo um trabalho muito forte para fazer nossas operações funcionarem bem para Lisboa, Porto e Madri”, afirmou.

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Para Bezerra, a participação do trade é determinante para o desempenho das rotas. “Aqui na Europa, na verdade, a nossa venda está 100% na mão do trade, das agências de viagem, dos consolidadores. Todo o sucesso daqui, do estrangeiro indo para o Brasil, tudo se deve a essa parceria com o trade”, destacou.

No mercado brasileiro, a relevância também é expressiva. “Cerca de 50% das vendas vêm através de uma agência de viagem. Então eu acho que a agência de viagem é superimportante para fazer com que isso funcione”, disse.

Proximidade é prioridade para a Azul

A proximidade com os parceiros também está entre as prioridades de Bezerra na nova configuração da companhia. Mesmo com a recente reorganização da liderança da Azul, que colocou a área Comercial sob a Vice-Presidência Institucional e Corporativa, liderada por Fábio Campos, o executivo afirma que a estratégia do B2B será de continuidade.

“Nós não vamos mudar o que já estamos fazendo com o trade desde que assumimos a parte comercial. O Fábio veio aqui só para apoiar mais ainda aquilo que a gente já vem fazendo, que é essa proximidade com o trade”, explicou.

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Bezerra reforça que a companhia prefere tratar os agentes e demais canais não como clientes, mas como parceiros. A estratégia contempla diferentes segmentos, incluindo corporativo, consolidação, operadoras, eventos e grupos.

“O trabalho hoje do Comercial B2B é estar cada vez mais próximo do trade. A gente até fala: não são nossos clientes, nossos parceiros. Tratamos como parceiro”, afirmou.

Melhor experiência para o cliente é o foco da Azul

Para a operação internacional, o próximo passo é combinar a manutenção da alta ocupação das rotas com uma evolução constante da experiência do passageiro. Segundo Bezerra, os voos para Lisboa, Porto e Madri apresentam atualmente índices elevados de ocupação, e a Azul trabalha para ampliar esse desempenho sem abrir mão da qualidade do serviço.

“Hoje o nosso trabalho principal no internacional é trazer a melhor experiência de viagem para essas pessoas, olhando a jornada. Então a jornada é desde a compra até a viagem. A gente trabalha muito forte experiência do cliente, seja ele corporativo, seja um cliente de lazer”, explicou.

Questionado sobre possíveis novidades para o trade no curto e médio prazo, o executivo não antecipou novos anúncios, mas deixou clara a intenção de manter o canal como parte central da estratégia. “A gente escuta muito o trade, recebe muitos feedbacks – e muitas ações foram feitas foram em cima de feedbacks dados pelo trade”, afirmou.

A própria celebração dos dez anos da Azul na Europa, realizada em Lisboa com a presença de autoridades, parceiros e lideranças da companhia, teve o trade como um dos protagonistas. Para Bezerra, o evento representa justamente um reconhecimento à participação dos agentes, consolidadores, operadores e OTAs no desenvolvimento da operação.

“Esse evento aqui é para celebrar com os nossos parceiros, agentes de viagem, o sucesso do voo, porque sem eles essa operação não teria acontecido da forma que aconteceu”, concluiu.