
Falta pouco mais de um mês para a Ubrafe (União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios) embarcar em uma imersão pelo mercado chinês. De 14 a 22 de novembro, líderes do setor brasileiro participam da Missão de Inovação à China, uma agenda criada para observar de perto como tecnologia, infraestrutura, novos formatos e modelos de negócios vêm sendo aplicados à indústria de feiras e eventos.
A missão pretende colocar os participantes em contato direto com soluções que já fazem parte da operação de importantes players do mercado chinês. A expectativa é voltar ao Brasil não apenas com referências, mas com uma visão mais concreta sobre caminhos que podem ser adaptados à realidade nacional.
O que estará no radar da delegação
A programação passa por Macau, Zhuhai, Guangzhou, Shenzhen e Hong Kong, reunindo diferentes perspectivas sobre a cadeia de eventos. Ao longo da viagem, serão realizadas visitas técnicas a sete grandes recintos, nove empresas fornecedoras, quatro entidades representativas e um grande organizador de feiras, além da participação no Glocal International Exhibition Industry Summit, em Guangzhou. Entre os espaços que estarão no radar da delegação está o Canton Fair Complex (Pazhou), em Guangzhou, considerado o maior venue do mundo, com 500 mil m² de área dedicada a eventos B2B.
Composta por 36 CEO’s da cadeia de valor de feiras e eventos, a delegação reúne profissionais de três das maiores venues do Brasil, representantes entre os principais promotores de feiras do país e players estratégicos da área de tecnologia. A diversidade do grupo amplia o alcance da missão, que vai além da observação de soluções tecnológicas: a agenda também prevê contato com autoridades governamentais e entidades locais, permitindo compreender como o setor é estruturado, quais são as prioridades públicas relacionadas às feiras e como tecnologia e gestão são utilizadas para qualificar a experiência dos visitantes, organizar calendários e fortalecer a indústria de eventos.
Na prática, a agenda permitirá observar desde a infraestrutura dos espaços até soluções voltadas à operação e à experiência do participante. Tecnologia, gestão, eficiência operacional, formatos de eventos, fornecedores e novos modelos de negócios estarão entre os principais pontos de atenção da delegação.
Segundo Paulo Octávio Pereira de Almeida (P.O.), presidente-executivo da UBRAFE, o principal valor da missão está justamente na possibilidade de acompanhar esse ecossistema de perto: “Visitaremos o ecossistema mais eficiente e moderno que existe no mundo. A ideia é entender como essa indústria funciona na prática, conhecer soluções que já estão sendo aplicadas e trazer para o Brasil referências que possam contribuir para o desenvolvimento das nossas feiras e eventos”, afirma.
Conhecer e entender como tudo funciona
Um dos objetivos da missão é transformar a observação em repertório para o mercado brasileiro. Dessa forma, a agenda não se limita aos grandes equipamentos: o contato com empresas fornecedoras, entidades e organizadores permitirá conhecer diferentes etapas da cadeia e entender como elas se conectam para formar um ambiente de negócios mais integrado.
Para Paulo Ventura, presidente do conselho de administração da UBRAFE, a experiência também representa uma oportunidade de acompanhar de perto uma transformação que já impacta a competitividade do setor. “A inovação deixou de ser um diferencial para se tornar um fator estratégico para a competitividade das feiras e eventos. Ao promover essa missão, a UBRAFE oferece aos seus associados a oportunidade de conhecer, na prática, soluções, modelos de gestão e tecnologias que estão redefinindo o futuro do setor em todo o mundo e ampliando muito a eficiência das ações de Live Marketing”, explica.
A participação no Glocal International Exhibition Industry Summit, em Guangzhou, complementa esse olhar ao colocar a delegação em contato com discussões sobre os rumos da indústria e com profissionais de diferentes mercados.
O que a UBRAFE espera trazer na volta
A pergunta que orienta a viagem não é apenas o que a China está fazendo de diferente, mas o que pode fazer sentido para o mercado brasileiro. A expectativa é identificar insights que possam inspirar novas soluções para feiras e eventos realizados no país.
A menos de dois meses do início da missão, a preparação da delegação entra em sua reta final. Para a UBRAFE, a viagem representa também uma oportunidade de ampliar conexões internacionais e aproximar seus associados de um mercado que vem se destacando pela escala, velocidade de inovação e integração entre tecnologia e negócios.
Ao final da imersão, a expectativa é que o conhecimento adquirido possa ser compartilhado com o setor brasileiro e contribuir para uma discussão mais ampla sobre como as feiras podem evoluir em experiência, eficiência, inovação e geração de negócios.







