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Comissão Europeia abre investigação formal contra a Booking.com (Divulgação/Booking.com)

A Comissão Europeia abriu uma investigação formal contra a Booking.com para apurar possíveis falhas no combate a anúncios fraudulentos, golpes por mensagens falsas e falta de transparência na publicidade. O processo foi anunciado nesta quarta-feira e busca verificar se a plataforma descumpriu o Regulamento dos Serviços Digitais da União Europeia.

A investigação abrange anúncios de alojamentos inexistentes, fraudes por usurpação de identidade e ofertas irregulares. Bruxelas também vai examinar como os dados de reservas e hóspedes são compartilhados com os estabelecimentos e utilizados no sistema de mensagens da plataforma.

Outro foco é a apresentação de anúncios patrocinados. A Comissão quer verificar se a Booking.com identifica claramente os alojamentos que ganham maior destaque nos resultados de busca por pagar comissões mais elevadas.

Segundo a instituição, os usuários devem conseguir identificar quem está por trás de cada anúncio, quem pagou por sua divulgação e por que determinada oferta aparece nos resultados.

“A Comissão Europeia abriu hoje um processo formal para avaliar se a Booking.com poderá ter violado o Regulamento dos Serviços Digitais”, informou a instituição em comunicado.

A investigação prevê a coleta de provas, com possibilidade de novos pedidos de informação, entrevistas e inspeções. Se as infrações forem confirmadas, a empresa poderá sofrer medidas regulatórias ou firmar compromissos para corrigir as falhas.

Designada pela Comissão Europeia como uma plataforma em linha de muito grande dimensão em abril de 2023, a Booking.com está sujeita a obrigações reforçadas de segurança e transparência. A investigação é conduzida em cooperação com a Autoridade Neerlandesa para os Consumidores e os Mercados, já que a empresa tem sede nos Países Baixos.

Com informações de Sapo/ECO