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Distrito de Serro reúne cachoeiras, igrejas históricas e paisagens da Serra do Espinhaço (Reprodução/Trip Advisor)

Quem procura um destino mineiro que combine cachoeiras e patrimônio histórico pode incluir Milho Verde no roteiro. O distrito pertence ao município de Serro, em Minas Gerais, e está localizado nas vertentes da Serra do Espinhaço. A localidade surgiu no contexto da exploração de ouro e diamantes na região e mantém construções ligadas à formação histórica do antigo arraial.

De acordo com a Prefeitura de Serro, Milho Verde está a cerca de 27 quilômetros da sede municipal. O acesso a partir do trevo de Serro é feito por aproximadamente 26 quilômetros de estrada asfaltada. O distrito também aparece em roteiros que conectam Serro e Diamantina.

Entre os principais atrativos estão as cachoeiras, que aparecem em diferentes pontos do distrito e arredores. A Prefeitura de Serro cita as cachoeiras do Lajeado, Carijó, Piolho e Moinho entre os destaques naturais da região. Já o portal oficial de turismo de Minas Gerais lista ainda outros pontos, como Pedra Lisa, Buraquinho, Comércio, Pacu, Tempo Perdido, Poção, Cascatinha, Amaral e Grota Seca.

Milho Verde tem cachoeiras como principal atração

Milho Verde: o que fazer no distrito de Minas cercado por cachoeiras e história
Cachoeira do Lajeado (Reprodução/Trip Advisor)

A Cachoeira do Moinho está entre os pontos mais conhecidos de Milho Verde e fica próxima ao núcleo do distrito. O local é utilizado para caminhadas e contato com a natureza. A Cachoeira do Carijó também aparece entre os atrativos naturais da localidade e pode ser incluída em um roteiro dedicado às quedas d’água da região. Outra opção é a Cachoeira do Lajeado, formada por diferentes quedas e poços. A atração está relacionada à área urbana do distrito e pode ser acessada a partir de pontos próximos ao centro.

Para quem pretende visitar áreas naturais, é importante verificar previamente as condições de acesso, eventuais regras de visitação e a necessidade de acompanhamento ou orientação local. Na região também está o Monumento Natural Estadual Várzea do Lajeado e Serra do Raio, unidade de conservação estadual administrada pelo Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF-MG).

Igrejas e história de Milho Verde

Milho Verde: o que fazer no distrito de Minas cercado por cachoeiras e história
O passeio pelo distrito não precisa ficar restrito às cachoeiras (Reprodução/Flickr/Raul Lisboa)

A Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres é um dos pontos históricos de Milho Verde. Segundo a Prefeitura de Serro, o arraial é anterior a 1732 e a igreja foi posteriormente dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres. O templo é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) desde 1980. A igreja também está ligada à história de Chica da Silva. Conforme o município, foi no templo de Nossa Senhora dos Prazeres que a personagem histórica foi batizada. A Prefeitura identifica Milho Verde como local de nascimento de Chica da Silva, situada entre 1731 e 1735.

Outro ponto é a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, localizada no alto de uma colina. A construção permite observar o vale e as serras que integram o maciço do Pico do Itambé. A origem da pequena capela é associada ao século XIX, embora a própria Prefeitura ressalte que há poucas informações oficiais sobre sua construção. O patrimônio cultural também pode ser observado no próprio conjunto de construções do distrito. O portal de turismo de Minas Gerais lista, além das igrejas, outros pontos culturais da região, como Casa dos Ottoni, Igreja de Santa Rita, Igreja do Carmo, Igreja de Matozinhos, Capela do Rosário e Chácara do Barão.

O que fazer além das cachoeiras

Milho Verde: o que fazer no distrito de Minas cercado por cachoeiras e história
Igreja de Nossa Senhora do Rosário (Reprodução/iPatrimônio)

Milho Verde também pode ser incluído em uma viagem pela Estrada Real, especialmente em roteiros que passam por Serro e seguem em direção a Diamantina. O turismo de Minas Gerais apresenta percursos ligados à Estrada Real do Cipó a Diamantina e à rota cultural entre Diamantina e Serro.

A gastronomia é outro elemento associado ao destino. Milho Verde está inserido na região do Serro, conhecida pela produção do Queijo do Serro, patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais. O município de Serro mantém informações turísticas sobre a tradição de produção do queijo, elaborado com leite de vaca cru integral, coalho, pingo e sal e submetido posteriormente à maturação.

No próprio distrito, o visitante encontra restaurantes, bares e pequenos estabelecimentos de alimentação. A Prefeitura de Serro mantém uma relação de locais para comer em Milho Verde, enquanto o portal oficial de turismo de Minas Gerais cita, entre as opções registradas, o Queijo do Cedro – Empório e Turismo.

Como chegar a Milho Verde

Milho Verde: o que fazer no distrito de Minas cercado por cachoeiras e história
Cachoeira do Carijó (Reprodução/Estrada Real)

Para quem parte de Belo Horizonte, a Prefeitura de Serro indica dois caminhos principais. Um deles passa pela BR-040, em direção a Sete Lagoas e Curvelo, seguindo posteriormente pela BR-259 até Serro. O outro passa pela MG-010, pela região da Serra do Cipó, antes de chegar ao município de Serro. A partir do trevo, são aproximadamente 26 quilômetros até Milho Verde.

O distrito também possui opções de hospedagem e alimentação, segundo o cadastro turístico municipal. Como a estrutura é a de uma localidade de pequeno porte, vale organizar previamente hospedagem, transporte e os passeios pretendidos, principalmente para quem pretende visitar mais de uma cachoeira durante a viagem.

Para quem viaja por Minas Gerais, Milho Verde pode funcionar tanto como destino principal quanto como parada em um roteiro que inclua Serro e Diamantina. Entre construções históricas, igrejas, cachoeiras e paisagens da Serra do Espinhaço, o distrito concentra diferentes possibilidades de passeio em uma mesma viagem, reunindo turismo de natureza e patrimônio cultural.