
A Azul fechou uma operação de financiamento de até R$ 2 bilhões para pagar a compra de querosene de aviação destinado aos voos domésticos regulares. O acordo conta com cobertura de risco de crédito da União, por meio da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), com recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE).
Segundo a companhia, os recursos serão destinados exclusivamente ao pagamento do combustível utilizado nas operações regulares dentro do Brasil. A empresa informou que a operação faz parte de seu plano de reestruturação e está alinhada à estratégia de longo prazo.
Em comunicado, a Azul afirmou que o financiamento deve reforçar sua liquidez e ampliar a flexibilidade financeira diante das oscilações nos preços dos combustíveis. A companhia também relacionou a operação ao caixa disponível e a outras captações realizadas recentemente.
A empresa declarou que o conjunto desses recursos reforça a confiança da administração na estratégia adotada e em sua posição de liquidez.
Pressão dos custos
O financiamento ocorre em um cenário de alta do querosene de aviação no Brasil. Em setembro, a Petrobras elevou em 13,9% o preço médio de venda do combustível às distribuidoras. Em outubro, anunciou novo reajuste, de 11,8%, equivalente a R$ 0,66 por litro.
A Azul também enfrenta desafios financeiros. No segundo trimestre de 2026, a companhia registrou prejuízo líquido contábil de R$ 1,04 bilhão, revertendo o lucro de R$ 1,29 bilhão registrado no mesmo período do ano anterior. A dívida líquida chegou a R$ 18,69 bilhões ao fim do trimestre.
A empresa informou, na divulgação dos resultados, que reduziu a oferta de voos em resposta ao aumento dos custos com combustível e realizou ajustes na capacidade durante o período.
*Com informações de UOL







