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Aeronave militar dos EUA pousa no Rio após entrar no Brasil pelo Norte; veja a rota do avião (Divugação/U.S.M.C)

Um avião militar C-130T Hércules da Marinha dos Estados Unidos pousou no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, às 19h07 de terça-feira (27), após atravessar o espaço aéreo brasileiro pela Região Norte. O deslocamento foi acompanhado por plataformas públicas de rastreamento de voos, mas a finalidade da viagem ainda não havia sido esclarecida oficialmente.

Identificada pela matrícula militar 164762 e pelo código de voo CNV3370, a aeronave partiu da Base Aérea Naval de Jacksonville, na Flórida, na segunda-feira (26). Antes de chegar ao Brasil, fez escalas em Ceiba, em Porto Rico, e em Bridgetown, capital de Barbados, no Caribe.

Segundo dados da plataforma AirNav Radar, o trecho entre Barbados e o Galeão durou aproximadamente oito horas e 26 minutos, com percurso estimado em 4.366 quilômetros. Durante a passagem pelo território brasileiro, a aeronave sobrevoou os estados do Amapá, Pará e Maranhão.

O voo foi inicialmente acompanhado pelo portal especializado em aviação Aeroin, que levantou a possibilidade de o avião estar seguindo para Florianópolis, em Santa Catarina, onde ocorre o Exercício Operacional Carranca 2026. O pouso no Rio de Janeiro, porém, não confirmou essa hipótese. Até o momento da publicação, não havia informação oficial sobre o motivo da viagem, a permanência da aeronave no Galeão ou um eventual deslocamento posterior.

Exercício militar ocorre em Santa Catarina

Avião militar dos EUA pousa no Galeão após entrar no Brasil pelo Norte; saiba o motivo
C-130 Hércules dos EUA chega ao Rio após voo de 8 horas e 26 minutos desde Barbados, no Caribe (Reprodução/AirNav Radar)

A movimentação do avião americano coincidiu com a preparação do Exercício Operacional Carranca 2026, treinamento voltado a missões de busca e salvamento. A atividade reúne integrantes da Força Aérea Brasileira (FAB), da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro para coordenar procedimentos de resposta a ocorrências que exigem a localização e o resgate de pessoas.

O treinamento prevê a atuação conjunta de estruturas responsáveis pelas operações de busca e salvamento no ambiente aéreo e marítimo. Na organização brasileira, essas atividades envolvem os centros conhecidos como SALVAERO, vinculados à FAB, e SALVAMAR, ligados à Marinha.

Representantes dos Estados Unidos, do Canadá e de países do Caribe e da América do Sul acompanham o exercício como observadores. A presença de militares estrangeiros permite o intercâmbio de procedimentos e experiências relacionados às operações de busca e salvamento.

Avisos aeronáuticos publicados pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) também registram áreas temporariamente restritas em Santa Catarina durante o período do exercício. As restrições incluem setores no litoral catarinense e na região de São Joaquim, com regras específicas para a circulação de aeronaves que não participam das atividades.

A realização do Carranca ajuda a explicar por que a passagem de uma aeronave militar americana pelo Brasil despertou interesse entre observadores da aviação. Ainda assim, a coincidência de datas não comprova uma ligação entre os dois acontecimentos. O destino registrado para o voo CNV3370 foi o Galeão, e não havia confirmação de que o C-130T participaria do treinamento.

A Força Aérea Brasileira foi procurada pelo portal ND Mais para esclarecer a finalidade da viagem, mas não havia respondido até a publicação das informações consultadas.

De onde veio o avião militar?

A viagem começou na Estação Aeronaval de Jacksonville, uma instalação da Marinha americana localizada na Flórida. A primeira escala ocorreu em Ceiba, em Porto Rico. Depois, o avião seguiu para Bridgetown, em Barbados, de onde partiu para o trecho final até o Rio de Janeiro.

O acompanhamento do percurso foi feito por plataformas de rastreamento que disponibilizam informações sobre posições e trajetórias de aeronaves. Esses serviços permitem observar parte dos deslocamentos, mas não necessariamente informam o propósito de cada voo, os passageiros transportados ou a natureza da missão.

O código CNV3370 identifica o voo nos registros de rastreamento, enquanto o número 164762 corresponde à identificação militar da aeronave. A combinação desses dados permite distinguir o avião de outros modelos da mesma família que também operam em diferentes países.

A chegada ao Galeão confirma o destino final daquele trecho, mas não esclarece se a escala no Rio estava prevista desde a saída dos Estados Unidos ou se a aeronave tinha outros compromissos programados no Brasil.

Para que serve o C-130T Hércules?

Fabricado pela Lockheed, o C-130 Hércules é uma aeronave de transporte militar desenvolvida para deslocar tropas, equipamentos, suprimentos e outros materiais necessários a operações das Forças Armadas. O modelo integra uma família utilizada por operadores militares de diversos países há décadas.

O projeto foi desenvolvido para atender a missões logísticas em diferentes condições operacionais. Dependendo da versão e da configuração, aeronaves da família podem transportar cargas volumosas, apoiar operações em locais com infraestrutura limitada e participar de missões de assistência humanitária.

A versão C-130T é operada pela Marinha dos Estados Unidos. Sua função está ligada principalmente ao transporte e ao apoio logístico, embora as tarefas específicas dependam da unidade responsável pela aeronave e da missão designada.

O Hércules é equipado com quatro motores turboélice e utiliza uma fuselagem com amplo compartimento de carga. Essa configuração permite transportar materiais e pessoal, além de facilitar o carregamento e o descarregamento de equipamentos.

A família C-130 também possui versões adaptadas para atividades específicas, incluindo busca e salvamento, operações especiais e reabastecimento aéreo. Isso não significa, porém, que todas essas funções estejam disponíveis em qualquer aeronave do modelo.

No caso do C-130T identificado no Brasil, os registros públicos confirmam a trajetória entre o Caribe e o Rio de Janeiro. Até a publicação desta reportagem, não havia esclarecimento oficial sobre a missão, a carga transportada ou os próximos destinos da aeronave.

Com informações de Aeroin