
A passagem aérea acelerou de 7,41% para 8,12% no encerramento de outubro e esteve entre os itens que mais pressionaram o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O movimento ocorreu mesmo com a desaceleração do grupo Transportes, cuja variação passou de 0,34% na terceira quadrissemana para 0,19% no fechamento do mês.
No resultado geral, o IPC-S subiu 0,32% em outubro, abaixo dos 0,46% registrados na terceira quadrissemana e dos 0,67% de setembro. O indicador acumula alta de 4,14% em 12 meses. O resultado também ficou abaixo do piso das expectativas da pesquisa Projeções Broadcast, cuja mediana apontava avanço de 0,42%.
Passagem aérea acelera e pressiona o IPC-S
Além das passagens aéreas, outros itens contribuíram para a alta do índice. O tomate variou de 19,64% para 16,82%; o cinema, de 11,28% para 17,33%; e a cebola, de 13,89% para 11,34%. Plano e seguro de saúde repetiram a variação de 0,40%.
Na outra ponta, as maiores influências de baixa vieram da tarifa de eletricidade residencial, que passou de -1,69% para -2,41%; do seguro facultativo para veículo, de -1,50% para -3,48%; da manga, de -11,58% para -12,19%; da banana-prata, de -5,56% para -4,15%; e do leite tipo longa vida, que passou de 0,60% para -1,28%.
Seis grupos registram desaceleração no IPC-S
Entre os oito grupos de despesas que compõem o indicador, seis apresentaram decréscimo nas taxas de variação:
- Alimentação passou de 1,08% para 0,85%;
- Saúde e Cuidados Pessoais, de 0,28% para 0,27%;
- Transportes, de 0,34% para 0,19%;
- Vestuário, de 0,28% para 0,13%.
Também houve recuo em Despesas Diversas, de -0,02% para -0,03%, e Habitação, que passou de 0,16% para -0,16%. Em sentido contrário, Educação, Leitura e Recreação acelerou de 0,90% para 1,05%, enquanto Comunicação passou de 0,02% para 0,03%.







