
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, entre julho e setembro, e atingiu o menor patamar da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o período. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta sexta-feira (30), mostram também que o país alcançou um recorde de 103,6 milhões de pessoas ocupadas.
O resultado representa uma queda em relação aos 5,6% registrados no mesmo trimestre de 2025 e aproxima o indicador do menor nível geral da série, de 5,1%, observado em dezembro do ano passado. Apesar do avanço, 5,63 milhões de brasileiros ainda estavam desocupados e procuravam trabalho no período, o menor contingente já registrado para um terceiro trimestre.
Brasil bate recorde de pessoas ocupadas
O total de pessoas ocupadas cresceu 581 mil em relação ao trimestre anterior, uma alta de aproximadamente 0,6%. Na comparação anual, o avanço foi de 1,2%, equivalente a 1,2 milhão de pessoas a mais trabalhando no país. Entre os destaques estão o setor da construção e o aumento no número de empregadores. O contingente de empregadores chegou a 4,5 milhões, também um recorde na série histórica. O grupo cresceu 4,3% em três meses, com a entrada de 184 mil pessoas, e avançou 6,4% em um ano, o equivalente a mais 272 mil empregadores.
Segundo William Kratochwill, analista da pesquisa, os empregadores têm papel importante na dinâmica do mercado de trabalho. “Empregadores são multiplicadores de trabalho, visto que o fruto do seu empreendimento gera novas oportunidades”, avalia.
Funcionalismo público também registra recorde
O número de trabalhadores do setor público alcançou 13,2 milhões, com crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço corresponde a 317 mil pessoas a mais no segmento. De acordo com Kratochwill, parte do resultado está relacionada ao aumento de ocupados na educação, especialmente em funções docentes nos ensinos pré-escolar, fundamental e médio, que acrescentaram cerca de 45 mil pessoas ao contingente. O analista também cita a contratação de aproximadamente 30 mil trabalhadores em cargos da administração municipal.
Enquanto esses segmentos avançaram, outros grupos apresentaram estabilidade. O número de empregados do setor privado com carteira assinada permaneceu em 39,4 milhões, enquanto os trabalhadores sem carteira somaram 13,7 milhões. O contingente de trabalhadores por conta própria ficou em 26,1 milhões, e o de empregados domésticos, em 5,4 milhões.
Na avaliação do analista, a estabilidade em parte das categorias pode estar relacionada à cautela do mercado diante das possíveis mudanças associadas ao período eleitoral. Segundo ele, o comportamento desses segmentos deverá ficar mais claro nas próximas divulgações da pesquisa.
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Como o IBGE calcula a taxa de desemprego
A Pnad Contínua acompanha o mercado de trabalho em todo o território nacional desde 2012, considerando a população de 14 anos ou mais. A pesquisa reúne informações sobre ocupação, desocupação e participação na força de trabalho para construir um panorama do emprego no país.
A taxa de desemprego considera as pessoas que não estavam trabalhando, estavam disponíveis para assumir uma ocupação e tomaram providências para encontrar trabalho. Por isso, pessoas que não trabalham e não estão procurando emprego não entram no cálculo da desocupação. Os resultados são divulgados com base em trimestres móveis, que reúnem informações de três meses consecutivos. No balanço divulgado nesta sexta-feira, o período de referência corresponde a julho, agosto e setembro de 2026.
Com informações de UOL







