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Atrações apresentam histórias de agentes, códigos secretos e operações de inteligência (Reprodução/Black Doves)

estreia da segunda temporada de Black Doves na Netflix, nesta quinta-feira (5), coloca novamente o universo dos agentes secretos em evidência. Para quem se interessa por operações clandestinas, códigos secretos e histórias de inteligência, diferentes países oferecem museus, antigas instalações de vigilância e atrações temáticas que permitem conhecer esse universo de perto. Estados Unidos, Alemanha, Finlândia, Reino Unido e Áustria reúnem destinos que vão da espionagem histórica ao universo cinematográfico de James Bond.

A vida dupla de Helen Webb, personagem interpretada por Keira Knightley em Black Doves, envolve uma rotina entre a família, a política britânica e operações secretas. Na série, disponível na Netflix, a protagonista trabalha para uma organização clandestina que comercializa informações confidenciais, enquanto mantém sua identidade de agente em segredo até mesmo de pessoas próximas.

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Na segunda temporada, lançada em 5 de novembro, Helen volta a contar com Sam, personagem de Ben Whishaw, para enfrentar novas ameaças e investigar o desaparecimento de sua superiora, Reed, interpretada por Sarah Lancashire. A trama também ganha novos personagens, entre eles Laila, vivida por Ambika Mod, e Patrick, interpretado por Sam Riley.

Fora da ficção, o universo da espionagem também pode ser explorado por meio do turismo. Museus dedicados aos serviços de inteligência, antigas bases de monitoramento e centros históricos de decodificação preservam equipamentos, documentos e instalações utilizados em operações reais. Há ainda atrações que transportam os visitantes para o universo de agentes secretos do cinema.

Confira 007 atrações para incluir em roteiros de viagem relacionados à espionagem:

1. International Spy Museum – Washington, Estados Unidos

Black Doves: conheça 007 destinos para entrar no clima de espionagem
(Reprodução/TripAdvisor)

Localizado em Washington, nos Estados Unidos, o International Spy Museum é dedicado à história da espionagem e ao papel dos serviços de inteligência em diferentes países. Inaugurado em 2002, o museu mudou-se, em 2019, para um edifício maior na região de L’Enfant Plaza, onde reúne exposições sobre operações secretas, tecnologias de vigilância e métodos utilizados por agentes ao longo da história.

A instituição apresenta uma coleção de artefatos relacionados a diferentes períodos e países, incluindo equipamentos de comunicação, dispositivos de gravação, câmeras escondidas, ferramentas de disfarce e objetos utilizados em operações clandestinas.

A experiência também conta com atividades interativas. Ao iniciar uma missão, o visitante recebe uma identidade de cobertura e passa por desafios distribuídos pelas exposições. As tarefas envolvem analisar pistas, identificar contatos, preservar o disfarce e localizar informações sem comprometer a operação.

O museu aborda ainda controvérsias relacionadas à espionagem, como vigilância, tortura e os limites da atuação dos serviços de inteligência. A proposta é apresentar não apenas os equipamentos, mas também os impactos políticos e históricos dessas atividades.

2. National Cryptologic Museum – Maryland, Estados Unidos

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O acervo apresenta equipamentos, documentos e tecnologias utilizados em diferentes momentos da história, desde os primeiros sistemas de códigos norte-americanos até os conflitos mundiais e a Guerra Fria (Reprodução/NSA)

Também nos Estados Unidos, o National Cryptologic Museum está localizado em Annapolis Junction, Maryland, próximo à sede da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês). A instituição reúne milhares de objetos relacionados à criptologia, área dedicada à criação e à decodificação de mensagens protegidas. Entre os assuntos abordados estão a quebra de códigos utilizados durante a Segunda Guerra Mundial, o desenvolvimento de sistemas de comunicação e a atuação de profissionais responsáveis pela proteção de informações estratégicas.

O museu também apresenta a relação entre criptologia e segurança nacional, permitindo compreender como a interceptação e a interpretação de mensagens influenciaram operações militares e decisões políticas. A entrada é gratuita. De acordo com as informações oficiais, o espaço funciona de terça a sexta-feira, das 10h às 16h, além do primeiro sábado de cada mês, no mesmo horário. O funcionamento pode sofrer alterações em feriados federais.

3. German Spy Museum – Berlim, Alemanha

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Entre os itens apresentados estão uma máquina Enigma original, utilizada pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial, e equipamentos relacionados à atuação da Stasi, o serviço de segurança estatal da antiga Alemanha Oriental (Reprodução/Berlin.de)

Berlim é um dos destinos diretamente relacionados à história da espionagem, principalmente por sua importância durante a Guerra Fria. A divisão da cidade entre os blocos ocidental e oriental transformou a região em um dos principais pontos de atuação de serviços de inteligência internacionais. Nesse contexto, o German Spy Museum, também conhecido como Deutsches Spionagemuseum, apresenta a história das operações secretas desde a Antiguidade até os métodos contemporâneos de vigilância.

Localizado na Leipziger Platz, próximo à Potsdamer Platz, o museu reúne centenas de objetos históricos, incluindo equipamentos de escuta, câmeras ocultas, dispositivos de comunicação e máquinas de criptografia. A exposição também inclui atividades interativas. Os visitantes podem decifrar códigos, testar senhas, identificar dispositivos de escuta e percorrer um circuito de obstáculos com feixes de laser. A instalação reúne mais de 30 estações interativas, distribuídas por uma área de aproximadamente 3 mil metros quadrados.

4. Stasi Museum – Berlim, Alemanha

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O museu ocupa a chamada House 1, construção que serviu como sede do órgão e abrigou o escritório de Erich Mielke, ministro da Segurança do Estado entre 1957 e 1989 (Reprodução/Trip Advisor)

Outra atração relacionada à espionagem em Berlim é o Stasi Museum, instalado no antigo edifício da sede do Ministério da Segurança do Estado da República Democrática Alemã (RDA), responsável pela atuação da polícia secreta da Alemanha Oriental. Um dos principais pontos da visita é justamente o antigo escritório de Mielke, preservado com móveis, telefones, cortinas e outros elementos da época. O espaço permite conhecer a estrutura utilizada pela Stasi para acompanhar a população e reunir informações sobre cidadãos considerados suspeitos pelo regime.

O acervo apresenta equipamentos de vigilância, câmeras escondidas, microfones e documentos relacionados aos métodos de monitoramento. A exposição também aborda o recrutamento de informantes e os mecanismos utilizados para controlar a sociedade. O edifício passou a receber exposições públicas em novembro de 1990, após a ocupação do complexo por manifestantes em janeiro daquele ano. Atualmente, o museu apresenta a história da Stasi no próprio local onde suas atividades eram coordenadas.

5. Teufelsberg – Berlim, Alemanha

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Além da importância histórica, Teufelsberg também reúne intervenções de arte urbana e permite observar diferentes pontos de Berlim a partir da colina (Reprodução/TripAdvisor)

Ainda na capital alemã, Teufelsberg é uma antiga estação de escuta utilizada pelos Estados Unidos durante a Guerra Fria. Localizada em uma colina artificial construída com escombros da Segunda Guerra Mundial, a instalação funcionava como ponto de monitoramento de comunicações. O complexo foi utilizado para interceptar sinais e acompanhar atividades no território controlado pelo bloco oriental. Sua estrutura é reconhecida pelas grandes cúpulas de radar que permanecem no local.

Com o fim da Guerra Fria e a queda do Muro de Berlim, os norte-americanos abandonaram a estação. Os equipamentos eletrônicos foram retirados, mas parte da estrutura permaneceu preservada. Atualmente, o espaço recebe visitantes interessados na história do período e oferece visitas guiadas pelas instalações. Os percursos apresentam a antiga estação de escuta, suas cúpulas e os elementos arquitetônicos que ainda permanecem no complexo.

6. Spy Museum – Tampere, Finlândia

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Na cidade de Tampere, na Finlândia, o Spy Museum, conhecido localmente como Vakoilumuseo, apresenta uma exposição dedicada aos métodos e equipamentos utilizados em atividades de espionagem (Reprodução/TripAdvisor)

A instituição se apresenta como o primeiro museu do mundo dedicado ao tema e reúne diferentes áreas relacionadas à atuação de agentes secretos. Entre os assuntos abordados estão escutas, câmeras ocultas, criptografia, espionagem em redes, disfarces, comunicação por rádio e operações durante a Guerra Fria. O acervo também apresenta informações sobre serviços de inteligência e equipamentos associados a operações de diferentes países.

Os visitantes podem conhecer técnicas de observação, dispositivos de visão noturna e métodos utilizados para transmitir mensagens sem chamar a atenção. Entre as experiências oferecidas estão visitas guiadas, testes relacionados à atuação de agentes e atividades com detector de mentiras. O museu também disponibiliza experiências educativas para grupos e estudantes. Localizado na região de Finlayson, o espaço funciona durante todo o ano, com horários diferentes para as temporadas de verão e inverno.

7. Bletchley Park – Milton Keynes, Reino Unido

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O espaço também apresenta máquinas e equipamentos relacionados à criptografia, permitindo conhecer o processo de interpretação das mensagens interceptadas durante a guerra (Reprodução/TripAdvisor)

No Reino Unido, Bletchley Park foi um dos principais centros de decodificação de mensagens secretas durante a Segunda Guerra Mundial. Localizado em Milton Keynes, o complexo abrigou a Government Code and Cypher School, organização responsável por interceptar e decifrar comunicações utilizadas pelas forças do Eixo. O trabalho desenvolvido no local teve participação importante na inteligência militar dos Aliados. Entre as atividades realizadas estava a quebra de mensagens protegidas pela máquina alemã Enigma, utilizada para codificar comunicações militares.

Durante o conflito, milhares de profissionais trabalharam no complexo, entre matemáticos, linguistas, engenheiros e especialistas em criptografia. As operações permaneceram em sigilo por décadas. Atualmente, Bletchley Park funciona como museu e espaço histórico aberto ao público. Os visitantes podem conhecer a antiga mansão, os alojamentos e os edifícios utilizados pelas equipes de decodificação, além de exposições sobre as tecnologias e os profissionais envolvidos nas operações.

Bônus: 007 ELEMENTS – Sölden, Áustria

Black Doves: conheça 007 destinos para entrar no clima de espionagem
Com aproximadamente 1,3 mil metros quadrados distribuídos em dois andares, o espaço reúne nove ambientes dedicados à história cinematográfica de James Bond (Reprodução/iceQ)

Para quem prefere o universo da ficção, a Áustria abriga uma atração dedicada a James Bond. A 007 ELEMENTS está localizada na montanha Gaislachkogl, em Sölden, a mais de 3 mil metros de altitude. A instalação foi construída no local onde foram gravadas cenas do filme 007 Contra Spectre, lançado em 2015. A produção utilizou diferentes pontos da região para compor sequências de ação protagonizadas pelo agente britânico. As exposições apresentam bastidores das produções, cenários, personagens, equipamentos e tecnologias utilizadas nos filmes.

Entre os destaques estão as galerias dedicadas aos dispositivos tecnológicos do agente, às sequências de ação e às locações utilizadas nas produções. A instalação também apresenta veículos que participaram das gravações e conteúdos audiovisuais sobre a franquia. O acesso acontece por meio de teleférico até a montanha Gaislachkogl. A experiência permite conhecer o universo cinematográfico de 007 no mesmo cenário utilizado em uma das produções da franquia. Diferentemente dos museus dedicados à história real dos serviços de inteligência, a 007 ELEMENTS tem como proposta apresentar a construção cinematográfica do personagem e os recursos utilizados nas produções.