A Fundação Biblioteca Nacional (FBN/Minc) oferece, até o dia 5 de agosto, a exposição “Rio cidade-paisagem”, uma celebração ao Rio de Janeiro. As transformações da cidade, como a abertura da Av. Rio Branco e o desmonte do Morro Castelo; as avançadas ideias de engenharia como o túnel rumo a Niteroi, idealizado no século XIX, e os diversos aterros modificando o visual, prometem emocionar moradores antigos, novos e turistas de todas as nacionalidades. “O Rio de Janeiro não é uma cidade como as outras. Somos vistos como a capital ecológica do planeta. Temos, por exemplo, as duas maiores florestas urbanas do mundo: a Floresta da Pedra Branca e a Floresta da Tijuca. É um privilégio viver no Rio”, diz o economista Sergio Besserman Vianna, um dos três curadores da exposição.
Para Galeno Amorim, presidente da FBN, a exposição reforça a qualidade do acervo da Biblioteca Nacional. “São mais de 120 itens escolhidos entre outras centenas de obras que contam em detalhes a história do Rio. É um orgulho ver o delicado trabalho feito pelos profissionais da casa e os curadores para mostrar como a natureza privilegiou este ponto do mundo e como o homem se integrou a ela”. A Baía de Guanabara, a Floresta da Tijuca e outros locais da cidade estarão retratados na exposição, que conta com também com reportagens, músicas e outras obras. “Vamos levar o visitante a fazer um passeio pela cidade e uma viagem no tempo, para entender as transformações que mudaram a cidade através dos anos”, completa o presidente.
Já o curador Joaquim Marçal de Andrade, outro dos responsáveis pelas obras expostas, foca sua atenção na homenagem aos fotógrafos que retrataram a história da cidade. “Nosso painel de abertura contará com uma imagem feita nos anos 1960 por Raul Lima, que fez belas fotos do Rio e estará presente na abertura da exposição”, revela. Além disso, Joaquim conta que jornais de subúrbio e músicas relacionadas aos diversos bairros da cidade são partes imperdíveis da exposição.
Ao fim do percurso, um local será reservado para que grupos escolares possam debater com os monitores e desenvolver atividades educativas relacionadas à exposição. A ideia do espaço é estimular a reflexão crítica e levar jovens e adultos a produzir frases e desenhos que respondam à pergunta: “Que Rio queremos?”
Local e horários – Espaço Cultural Eliseu Visconti (Rua México, s/nº – Centro – Rio de Janeiro – RJ), acesso pelos jardins da Biblioteca Nacional.
Terças a sextas, das 10h às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h
Entrada franca.
Lívia Maio






