Abertura do 13 Encontro Comercial Fohb; na home: Roberto Rotter e Emmanuel Baudart, presidente e VP do Fohb
Abertura do 13 Encontro Comercial Fohb; na home: Roberto Rotter e Emmanuel Baudart, presidente e VP do Fohb

​Com o objetivo de analisar o comportamento do atual consumidor e como o mercado hoteleiro se adapta a ele, o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb) realiza durante todo o dia de hoje o 13 Encontro Comercial Fohb, que tem neste ano o tema “O consumidor do século 21 e o mercado hoteleiro”. Para Roberto Rotter, presidente da entidade, este é um momento de trocar experiências. “Hoje temos 15 profissionais analisando o passado, o presente e as novas persperctivas do setor. O perfil e as necessidades do cliente mudou e temos que nos adaptar para continuarmos no mercado. Por isso esse encontro é importante, para nos relacionarmos e nos atualizarmos para conhcer melhor essas mudanças”, disse. 


Durante sua apresentação, o presidente apresentou alguns resultados do segmento hoteleiro em 2012. Atualmente, a entidade possui 24 redes associadas, 515 hotéis e mais de 85 mil unidades habitacionais. “Este é um patrimônio estimado de R$ 13 bilhões que faturam anualmente R$ 6,5 bilhões e geram mais de 150 mil empregos diretos e indiretos”, informou. Até 2015, a expectativa é que o patrimônio chegue a R$ 17,5 bilhões e gere mais de 50 mil novos postos de empregos. 

A oferta também crescerá 38% até 2015, em especial na categoria econômica e nas regiões Norte e Nordeste; já a região Sudeste – que hoje se concentra a maioria da oferta do país – terá um decréscimo. Na atualidade, o Sudeste possui 77% do mercado. A diária média teve um crescimento médio de 17% em todas as categorias; já a taxa ocupação teve uma retração de 3% entre janeiro e junho de 2012. “Embora a ocupação tenha caído, o RevPar teve um crescimento de 13%, mas se o hoteleiro não tiver uma boa estratégia daqui para frente, não conseguirá manter a performance”, advertiu.

Segundo Rotter, a hotelaria obteve ótimos resultados nesse primeiro semestre do ano; e as perspectivas são boas. “Temos uma ótima expectativa para o Brasil, devido a visibilidade internacional dos eventos esportivos e pela diversidade de nossos produtos. Porém, precisamos nos lembrar que o setor também enfrenta problemas como falta de mão de obra qualificada, falta de melhoria nos processos e a precificação dos hotéis frente aos grandes eventos que receberemos”, pontuou.