A partir do dia  14 de janeiro de 2013, o governo de Cuba eliminará  a exigência de permissão para sair da ilha, em vigor desde os primeiros anos do governo de Fidel Castro, na década de 60. O comunicado do ministério das Relações Exteriores informou que deve ser ampliado a 24 meses o tempo de permanência no exterior dos residentes em Cuba que viajarem por assuntos particulares, contados a partir da data de saída do país. O prazo atual é de 11 meses.

Os 11 meses, que deviam ser prorrogados mês a mês ao custo de 50 dólares, representam o prazo máximo. Depois do período, o viajante era considerado oficialmente “desertor” e perdia vários direitos.

Desde a década de 60, Cuba exige de todos os cidadãos uma permissão de saída que as autoridades podem aceitar ou negar, ao custo de 150 dólares, um valor alto em um país no qual o salário mensal médio equivale a 20 dólares.

Também exige uma carta de convite, emitida a pedido de parentes e amigos residentes em outros países. O custo atual do texto é de quase 200 dólares na média, dependendo do país que o cubano pretende visitar.