Nils Haupt, Gabriel Leupold, Carsten Spohr, Annette Taeuber, Jürgen Siebenrock e Daniel Bleckmann Nos últimos 18 meses, a Lufthansa aumentou em 40% a oferta de assentos nos voos que ligam a América Latina à Europa. No Brasil, a capacidade aumentou 75% com a nova rota Rio de Janeiro – Frankfurt, em operação a partir de 28 de outubro; e com a rota São Paulo – Munique, que passou a ser diária. Segundo Carsten Spohr, presidente da Lufthansa German Airlines, o continente é o foco dos investimentos da companhias nos próximos anos. “A América Latina teve um crescimento de 40%, e dentre os países, o Brasil é o líder no mercado. Por isso, estamos mudando nosso foco de atuação para esta região e queremos trazer para São Paulo aviões maiores para atender a demanda”, disse.
Para os voos do Rio de Janeiro, a companhia irá investir 400 milhões de euros para atender os passageiros. O custo leva em conta os gastos para manter a aeronave em solo o dia inteiro e o que a companhia deixa de ganhar com o equipamento parado. A rota será operada diariamente com voos noturnos nas duas direções. Para a rota de São Paulo, a ideia é trazer já para 2013 o Boeing 747-800. “O problema é que precisamos que o aeroporto esteja apto a receber esse avião. Queremos ainda para 2014 trazer um de nossos dez A380 para a rota. Mas nada será possível se não houver melhorias no aeroporto”, declarou.
Segundo Spohr, o Brasil representa 5% da receita de passageiros da Lufthansa, enquanto a carga representa 10%. No segmento corporativo, São Paulo tem cerca de 40% do share e o Rio de Janeiro um pouco menos. Os demais mercados latinos representam apenas 10% do total. Ainda segundo ele, o Brasil foi país que apresentou o maior crescimento nos resultados da companhia. Mas apesar disso, não pretendem investir em novas rotas na região. “Estamos estreitando relações com nossos parceiros como parte da estratégia no país. A Tap é nossa principal parceira, pois, possui maior número de voos”, disse.
O CEO da companhia está no Brasil desde ontem – depois de uma longa viagem pela América Latina – e aproveitou a ocasião para visitar a Embraer e conferir a entrega de seu novo avião. A Lufthansa tem um contrato de 43 aeronaves com a Embraer, das quais 38 já foram entregues e as demais estão previstas para os próximos anos. “O Embraer é um sucesso e temos muito orgulho dessa parceria. Somos um dos principais clientes da Embraer no mundo”, contou. Além dos jatos brasileiros, o CEO anunciou que a Lufthansa está fazendo seu maior programa de investimento em aeronaves. No total são 170 aviões para os próximos quatro anos, com um valor investido de US$ 17 bilhões.
“Nossos serviços também fazem parte desse programa. Nos próximos mil dias, a companhia investirá diariamente mais de US$ 1 milhão nas business class (ou classe premium) e isso é apenas um terço do total que temos para investir. É um programa bilionário”, declarou. Para Spohr, os novos serviços da business class permitirão que a Lufthansa expanda seus mercados. No mundo, esse segmento cresce em média 20% para a companhia; no Brasil a procura atinge 35%.
Além do CEO, participaram da reunião Annette Taeuber, diretora geral para o Brasil; Jürgen Siebenrock, vice presidente para as Américas; Gabriel Leupold, diretor geral para América Latiba e Caribe; Daniel Bleckmann, diretor regional América do Sul, Caribe e Flórida Lufthansa Cargo; e Nils Haupt, diretor de comunicação corporativa para as Américas.