
“60% do PIB da França é decorrente do movimento do setor turístico e da recepção de visitantes”. Esta foi uma das afirmativas feita pela consultora e empresária de turismo de Minas Gerais, Fernanda Fonseca, que veio ao Pará ministrar a palestra “O Turismo Receptivo: Que negócio é esse?” e a oficina “O negócio do turismo receptivo”, nesta quarta e quinta-feira (23 e 24), em Belém e Salinas, respectivamente.
Cerca de 50 profissionais e membros do trade turístico paraense estiveram presentes no primeiro dia de debates no Palácio da Agricultura da Faepa. “O propósito da minha vinda aqui é mostrar a importância da união de esforços de todos os atores da cadeia do turismo, como agentes de viagem, guias de turismo, transportadoras, hoteleiros somados a gestão pública, em prol do turismo receptivo. Então, temos aqui duas oportunidades. De negócio para os empresários do setor e de desenvolvimento econômico para o estado”, explicou Fernanda.
A profissional falou sobre assuntos como mobilização, o que é turismo receptivo, como funciona uma agência de turismo que atua neste segmento, os desafios e oportunidades do setor, manuais de operação, padronização e processos, requisitos e critérios, inovação e o cenário do mercado atual. E fez um alerta enfático: “Receber o turista sem estar devidamente preparado para isso é matar o destino imediatamente”.
Para o secretário de estado de Turismo, Adenauer Góes, o governo e o empresariado devem passar por uma mudança de mentalidade, do turismo emissivo para o turismo receptivo, e com este atrair receitas, riquezas e divisas para estado. “O momento é importante para integração entre os setores, estruturação do empresariado e fortalecimento de uma rede de prestação de serviços para o atendimento desse turista. E também, para o processo de organização de uma rede de comunicação entre os que fazem turismo receptivo no estado em interface os empresários de receptivo nacional”, argumentou.
Em ambos os municípios, o capacitação é uma realização da Secretaria Especial de Desenvolvimento e Incentivo à Produção (Sedip), por meio da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), em parceria com a ABAV-Pa e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB-PA), com apoio do Sebrae. Em Salinas, a ação conta ainda com apoio da Prefeitura Municipal e da Secretaria Municipal de Turismo, bem como da Confederação Nacional do Turismo (CNTur).







