
Carlos Oliveira, novo presidente do conselho de administração da TAP, afirmou nesta segunda-feira (22) que o processo de privatização da companhia aérea deve ocorrer sem afetar as operações diárias da empresa. A declaração foi feita durante sua primeira participação em um evento da aérea, voltado à sustentabilidade, em Lisboa.
“Aquilo que queremos, enquanto conselho de administração, é trabalhar de forma muito articulada, até porque somos uma só equipe, e queremos que este processo de privatização que agora começa seja feito sem impacto na operação”, disse Oliveira em vídeo enviado aos colaboradores da companhia.
O executivo também destacou a importância estratégica do processo. “É muito importante para o futuro da companhia e também para o futuro do país. Mas, acima de tudo, o foco de cada um de nós deve estar na operação e no trabalho do dia a dia, para que a TAP possa ser cada vez melhor”, afirmou.
Com sua nomeação, a TAP retoma o modelo de gestão dual, separando o conselho de administração da diretoria executiva. Oliveira reuniu-se com a comissão executiva na segunda-feira e com o restante do conselho (inclusive membros não executivos) na terça.
Enquanto isso, uma nova reportagem do jornal Correio da Manhã revelou que a TAP foi recentemente avaliada em menos de 500 milhões de euros. O valor representa apenas 16% dos 3,2 bilhões de euros injetados pelo Estado português durante a reestruturação da empresa. Em relação à melhor avaliação de 2023, houve uma perda de cerca de 640 milhões de euros, queda de aproximadamente 60% no valor estimado da companhia.
Com informações do Publico.Pt e Aeroin







