
SÃO PAULO – A participação da Costa Rica na WTM Latin America 2026 (16), reforça a estratégia do país para ampliar sua presença no mercado brasileiro, considerado um dos principais emissores de turistas da América do Sul. Com crescimento de 21% nas chegadas em 2025 e alta de 11,2% no primeiro trimestre de 2026, o destino aposta no relacionamento com o trade, na promoção de experiências ligadas à natureza e na capacitação de parceiros para impulsionar novos fluxos turísticos.
A presença da Costa Rica na WTM Latin America integra a estratégia de fortalecimento do país no mercado brasileiro, apontado como um dos principais emissores de turistas da América do Sul. De acordo com Oscar Saborio, representante da Costa Rica Tourism Board, a participação na feira é considerada central para ampliar a visibilidade e consolidar relações com o trade local.
O Brasil é um dos principais mercados geradores de turistas da América do Sul para a costa Rica. Segundo Saborio, os dados recentes reforçam o avanço da demanda. “No ano passado tivemos um crescimento de 21%, com quase 25 mil turistas, e neste ano, entre janeiro e março, registramos aumento de 11,2%”, diz.
Ireth Rodrígues, também representante da Costa Rica Tourism Board, destaca que a estratégia passa pelo fortalecimento da presença junto aos profissionais do setor. “Precisamos que o público brasileiro conheça bem o destino e isso se faz por meio do trade. É um espaço de aproximação para que conheçam o produto turístico e possam aprofundar esse conhecimento”, explica. Ela acrescenta que o objetivo é ampliar a distribuição do destino no mercado. “Temos que conquistar primeiro o trade para depois conquistar os visitantes.”
A participação na feira também é marcada pelo maior número de empresas da Costa Rica já levado ao evento
Segundo Saborio, o grupo foi à WTM-LA com 23 empresários, entre agentes de viagens, operadores, hotéis e companhias aéreas. “É o maior número até agora e todos relatam resultados positivos”, afirma. Segundo ele, além da geração de negócios, a agenda inclui o fortalecimento de parcerias que permitam avançar na capacitação sobre o destino.
Em relação às novidades, o foco permanece na promoção da proposta turística do país. “Mostramos uma Costa Rica que promove o contato com a natureza como forma de desconexão e reconexão com o que é importante”, afirma Ireth. Ela explica que a oferta está estruturada na combinação de experiências. “O país oferece um ambiente que permite ao visitante repensar sua rotina e sair transformado da viagem”, diz.
Os representantes ressaltam que o perfil do turista brasileiro está alinhado à proposta do destino. O visitante brasileiro busca aventura e experiências imersivas. Nesse sentido, a diversidade geográfica é apontada como diferencial competitivo. “Somos um país pequeno, com 0,3% do território mundial, mas concentramos 6,5% da biodiversidade do planeta. Temos microclimas, praias e montanhas em curtas distâncias”, explica Saborio.
A recomendação oficial é que o visitante percorra diferentes regiões durante a viagem. “Promovemos a combinação de pelo menos três regiões, porque o que importa é a diversidade de experiências”, conta Ireth. Segundo ela, a escolha depende do perfil do turista. “Pode ser aventura aquática, montanha ou praia, mas o ideal é combinar destinos.”
Entre os principais atrativos, os vulcões aparecem como destaque, com turismo de bem-estar, águas termais, atividades de aventura e relaxamento. As práticas como terapias de floresta e experiências sensoriais também são atividades que fazem parte da proposta do destino.
A sustentabilidade é apresentada como um dos pilares da oferta turística. “Há mais de 30 anos o país promove um modelo que respeita o meio ambiente, a cultura e a sociedade”, afirma. Segundo Saborio, esse compromisso é estruturado por certificações específicas. “Temos um certificado de sustentabilidade turística desde 1997, reconhecido internacionalmente.”
Além dos aspectos naturais, o país busca destacar a conexão cultural com os visitantes. “Não falamos apenas de destinos, mas da relação com a população local”, explica Ireth. Ela enfatiza que a experiência envolve interação com a comunidade. “Queremos que o visitante entenda o conceito de ‘pura vida’ e como somos como pessoas”, diz. A executiva também aponta afinidade cultural entre brasileiros e costarriquenhos, para ela, há uma semelhança de energia e comportamento que facilita essa conexão. “O visitante sai como amigo e com vontade de retornar”, diz e completa que a experiência vai além da viagem.







