Guatemala mira crescimento no Brasil e aposta em turismo de aventura para atrair viajantes
Harris Whitbeck, ministro de Turismo da Guatelama (Giulia Jardim/M&E)

SÃO PAULO – A Guatemala quer ampliar sua presença no mercado brasileiro e vê no País uma das principais oportunidades de crescimento na América do Sul. Durante a WTM Latin America 2026, o ministro de Turismo, Harris Whitbeck, destacou a estratégia de aproximação com o trade e os esforços para melhorar a conectividade aérea na região.

Segundo o executivo, o Brasil vem ganhando relevância por reunir um perfil de viajante com alta propensão a viagens internacionais e ainda pouco familiarizado com o destino. “O mercado brasileiro é cada vez mais atrativo e importante. O brasileiro gosta de viajar e a Guatemala ainda é pouco conhecida por esse público. Isso representa uma grande oportunidade para nós”, afirmou.

Para sustentar esse crescimento, a Guatemala trabalha no fortalecimento do acesso aéreo. Atualmente, a principal porta de entrada para turistas brasileiros ocorre via conexões, especialmente pelo Panamá. “Estamos focados em melhorar a conectividade entre América do Sul e América Central. Hoje já existem boas opções via Panamá, mas queremos ampliar isso com outros hubs regionais e, no futuro, voos diretos”, explicou.

Posicionamento combina história e natureza

Na promoção internacional, o destino aposta em um diferencial claro: a combinação entre patrimônio cultural e natureza, indo além do modelo tradicional de turismo na América Central. “São mais de 3 mil anos de história da civilização maia, com uma cultura ainda viva. Ao mesmo tempo, temos mais de 30 vulcões, natureza exuberante e uma gastronomia rica”, disse.

Embora o país não esteja promovendo um único produto específico, dois segmentos se destacam na estratégia: turismo de aventura e imersão cultural. Entre os exemplos, o ministro citou o Vulcão Acatenango, uma das experiências mais procuradas por viajantes. “A subida leva cerca de quatro a cinco horas e, ao chegar, é possível observar um vulcão ativo em erupção, com segurança. É uma experiência realmente única”, destacou.

Outro pilar é a conexão com a cultura maia, apontada como um dos principais diferenciais do destino. “É possível viver essa cultura de forma muito autêntica. Temos selva, como outros países, mas a nossa selva tem história. Isso faz toda a diferença na experiência do visitante.”