
A maioria dos brasileiros avalia como positiva a escolha do Brasil para sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30, que ocorre em novembro de 2025 em Belém, no Pará. É o que revela pesquisa da Nexus em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), divulgada nesta terça-feira (data de publicação a inserir), às (horário). Segundo o levantamento, 64% dos entrevistados enxergam com bons olhos a realização do evento no país.
Do total, 39% consideram a conferência muito positiva e 25% dizem que é mais positiva do que negativa. Para os defensores da COP30 no Brasil, a conferência representa uma oportunidade estratégica para o país reforçar seu papel nas negociações internacionais sobre clima e atrair investimentos em desenvolvimento sustentável. O presidente da ABDI, Ricardo Cappelli, afirma que o encontro é uma vitrine global. Segundo ele, sediar a COP30 permitirá ao Brasil apresentar soluções em economia verde, transição energética e indústria sustentável, fortalecendo sua liderança diplomática.
Em sentido contrário, 5% dos entrevistados acreditam que a realização do evento será muito negativa para o país e 8% avaliam que os impactos tenderão a ser mais negativos do que positivos. Outros 6% afirmaram neutralidade, 15% disseram não saber opinar e 1% preferiu não responder.
A pesquisa também revela diferenças de percepção entre grupos sociais. A aprovação é maior entre pessoas com ensino superior completo, grupo no qual 78% avaliam positivamente a realização da conferência. Entre brasileiros com renda acima de cinco salários mínimos, 73% compartilham a mesma avaliação. Já entre adultos de 25 a 40 anos, o índice chega a 71%, enquanto entre os moradores do Sudeste a aprovação também supera a média nacional.
Curiosamente, na região Norte, que receberá o evento, a percepção positiva é ainda mais elevada, alcançando 66%. Para analistas, esse resultado reflete a expectativa local de aumento na visibilidade internacional, movimentação econômica e geração de empregos temporários. Também é visto como oportunidade para inserir a agenda amazônica na diplomacia climática.
Entre os que avaliam de forma negativa a realização da COP no Brasil, destacam-se os entrevistados com mais de 60 anos, grupo no qual 19% consideram que os impactos serão mais negativos do que positivos. A mesma taxa de rejeição aparece entre pessoas com menor escolaridade, que estudaram até o ensino fundamental. Especialistas ouvidos pela pesquisa indicam que parte desse grupo demonstra ceticismo em relação a investimentos públicos no evento e teme aumento de gastos governamentais sem retorno direto para a população.
A COP30 deve reunir mais de 50 mil participantes, entre chefes de Estado, diplomatas, pesquisadores, empresários e organizações da sociedade civil. Com a emergência climática no centro das negociações internacionais, o encontro em Belém tende a atrair a atenção mundial para a Amazônia e para a capacidade do Brasil de liderar acordos globais para redução de emissões e proteção de florestas.







