
O Museu do Louvre, em Paris, permanece fechado pelo segundo dia consecutivo após o roubo de joias históricas da Galeria de Apolo no último domingo (19). A direção informou que a decisão foi tomada por segurança e para permitir o avanço das investigações. O fechamento causa impacto no turismo, já que o museu recebe, em média, 25 mil visitantes por dia e é o mais visitado do mundo, com quase 9 milhões de pessoas por ano.
O assalto durou apenas sete minutos e chamou a atenção pelo modo de execução. Pelo menos quatro ladrões invadiram o prédio por uma janela usando um guindaste acoplado a um caminhão estacionado ao lado do museu. Já dentro da Galeria de Apolo, quebraram vitrines e levaram oito peças de joias e pedras preciosas da realeza francesa, avaliadas em milhões de euros. Nenhum visitante ficou ferido.
Entre as peças roubadas estão coroas e colares que pertenceram a imperatrizes como Eugênia e Maria Luísa, além de um broche com mais de 2,6 mil diamantes. Uma das joias já foi localizada, mas danificada, perto do local do crime. As autoridades afirmam que os criminosos pareciam altamente preparados e estudaram previamente a estrutura do museu. Investigadores não descartam participação do crime organizado nem o envolvimento de funcionários. Uma das hipóteses é que as joias tenham sido roubadas sob encomenda para colecionadores.
O crime expôs vulnerabilidades na segurança de um dos patrimônios culturais mais importantes do planeta. Fundado em 1793, o Louvre abriga mais de 33 mil obras, incluindo a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, seu item mais famoso. O presidente francês Emmanuel Macron chamou o roubo de ataque ao patrimônio nacional e prometeu mobilizar todos os esforços para recuperar as peças e prender os responsáveis. Enquanto isso, turistas enfrentam portas fechadas e incerteza sobre a reabertura do museu.







