Aldo Leone Filho e Andrea Leone, da Agaxtur e Juarez Cintra Filho, da Ancoradouro que fez questão da foto junto a imagem de Aldo Leone, um dos nomes mais importantes do turismo nacional
Aldo Leone Filho e Andrea Leone, da Agaxtur e Juarez Cintra Filho, da Ancoradouro que fez questão da foto junto a imagem de Aldo Leone, um dos nomes mais importantes do turismo nacional

​Conforme antecipou o MERCADO&EVENTOS no dia 11 de abril, as operadoras Agaxtur e Ancoradouro, agora estão definitivamente unidas. Porém, não se trata mais de uma joint venture. Mas de um consórcio onde a principal atividade será fortificar a operação para ampliar o volume de vendas das duas operadoras. Na verdade, a utilização do know how de cada operadora está em jogo nesse início das atividades –  mas, o mais importantes será a unificação de fornecedores e a ampliação de roteiros e preços para o agente de viagens.

Em linhas gerais, a parceria já está funcionando. “Os produtos de uma são vendidos pela outra”, comenta o presidente da Ancoradouro Operadora, Juarez Cintra Filho. A grande novidade está na unificação de produtos para a América do Sul e Central, México, Caribe, Europa e Estados Unidos. “Para estes nichos criaremos produtos unificados que serão operados pelas duas empresas”, confirma Aldo Leone Filho, presidente da Agaxtur.

Segundo Leone, a unificação dos produtos é apenas para ganhar força de negociação, uma vez que não existe troca de ações no consórcio firmado pelas duas operadoras. “Esse foi um dos motivos pelo qual deixamos as negociações inicias que envolviam outras empresas”, diz Leone. No início, as negociações de parceria envolviam as operadoras Flytour e Esferatur, “mas foram levadas para a troca acionárias e deixaram de ser viáveis”, afirma o executivo da Agaxtur.

As primeiras ações tomadas para alavancar as atividades do ‘consórcio de  operação’ será a criação dos departamentos comuns para a venda dos produtos já existente na prateleira das operadoras. “Esta ação deve gerar uma terceira empresa em no máximo dois anos”, afirma Cintra. “Nesse modelo teremos pessoas que cuidarão as áreas comercial e operacional, mas continuam atuando numa espécie de parceria”, afirma Cintra.

Cruzeiros – A única questão que não foi – ainda – abordada no consórcio foram os cruzeiros marítimos. Questões que vão muito mais além da  criação de departamento ou força de vendas ainda não saíram das mentes de Juarez Cintra e Aldo Leone. A expectativa é de como conciliar os negócios de duas das maiores operadoras de cruzeiros no país. Em breve pode ser que divulguem um modelo de negócios. Resta ao mercado esperar o que vem por aí.

Luciano Palumbo