
Nas vans que transportam os associados a discussão não para. É sistema de um lado, GDS do outro, companhias aéreas que fomentam ou que barram o crescimento de uma determinada operação, destinos inesquecíveis, entre outros. Mas existe uma sinergia de pensamento e atitude entre os 18 operadores que visitam Mendoza, na Argentina: Ampliar a oferta turística do destino com a formatação de novos pacotes no Brasil e desenvolver as melhores ferramentas operacionais e que atendam os objetivos comuns.
“Mas isso não seria possível se a iniciativa não partisse da Braztoa”, afirma Carla Davidovich, diretora da New Age. “A Braztoa já levou operadores para o mercado português em fevereiro deste ano em parceria com os governos locais”, diz. De acordo com o presidente da entidade, Marco Ferraz, todos ganham com esse tipo de ação. “Ganhamos em vários sentidos. O principal é no relacionamento entre nós, já que aqueles que ficam fora do trecho Rio-São Paulo, geralmente, são menos escutados”, diz.
Segundo o diretor da Mercatur, Abrahão Finkelstein, neste tipo de viagem é necessário buscar novas experiências. “Vendemos conhecimento. Este tipo de ação nos capacita em criar novos produtos e formatar pacotes para os agentes”, diz. Porém, Finkelstein acredita que os agentes precisam conhecer de perto os destinos que comercializam. “o Agente vende o que conhece”, ressalta dizendo que já preparou um famtour com agentes do Rio Grande do Sul.
Carla acredita que primeiro é necessário experimentar a diversidade e o potencial do mercado local. “Precisamos conhecer permanentemente o produto que vendemos. Hoje vimos que é possível ampliar este roteiro para família, coisa que não se vende por aqui”, comenta.
Relacionamento – Os dois operadores ressaltam a importância destes encontros de mercados realizados pela entidade. “Esta é uma oportunidade de relação entre as operadoras”, diz Carla. “Podemos compartilhar e trocar informações pertinentes ao nosso negócio”, emenda Finkelstein que acredita que a Braztoa deva se transformar numa certificação de qualidade das operadoras existentes no mercado. “Somos buscados por governos para ampliar a oferta turística de diversas regiões. Isso nos garante qualidade, padrão operacional e respeito à entidade”, finaliza.
Luciano Palumbo, de Mendoza







