Adalberto Febeliano, consultor técnico da Abear Durante o Seminário Exploração de Aeroportos Regionais, que acontece na tarde de hoje (06/12), Adalberto Febeliano, consultor técnico da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), fez uma apresentação sobre os dilemas que o setor enfrenta. Na pauta, desafios e expectativas das empresas aéreas; infraestrutura necessária; demanda latente; desafios de custos; e casos especiais como estímulo ao turismo, integração de regiões remotas e competitividade de custos. Segundo ele, o Brasil é hoje o quarto maior mercado mundial na aviação regional – de acordo com estudo da IATA – e ainda tem muito potencial de crescimento. Na última década o volume de passageiros triplicou no Brasil e em 2012, serão cerca de 88 mil pax regionais.
Para o consultor, uma cidade que não possua um aeroporto em sua região tem o seu desenvolvimento reduzido; porém, ter um aeroporto não é garantia que se mantenha um voo regular nele. “Ou seja, é preciso ter um plano de desenvolvimento para garantir as condições mínimas de operação. Deve-se também evitar sobreposição da área de influência das cidades, além de se construir e reformar a maior quantidade possível de aeroportos no Brasil”, comentou. A infraestrutura também é prioridade para a operação de voos nessas cidades e o consultor enumerou todas as principais obras que devem ser feitas para isso.
Outra importante condição de um aeroporto regional é estimular a demanda. “Rotas, horários e conectividade são itens sumários para se manter um voo regular”, disse. Para ele, oferecer conectividade não só para a capital do Estado é prioridade. “Oferecer variedade tanto para quem chega quanto para quem sai da cidade bem como voos de ida e volta no mesmo dia estimulam a ocupação e consolidação do voo. Sem esquecer das tarifas adequadas e a compatibilização da aviação regional com a malha já existente nos grandes centro”, completou.
Já em relação aos desafios dos custos, o maior gasto das companhias é com o combustível – 40% dos custos das aéreas e mais de 50% das aéreas regionais. “Ter incentivo do governo estadual no ICMS é uma das formas de se diminuir esse gasto”, sugeriu. Ele ainda falou de flexibilizar a legislação trabalhista e também as exigências técnicas. “Não falo de abrir mão da segurança e sim que o governo invista em uma análise de risco quando se constrói um aeroporto para que as normas sejam menos rígidas sem comprometer a segurança”, disse. Finalizando ele ainda falou sobre a importância das concessões para o desenvolvimento da aviação regional e da necessidade de especialização de mão de obra no setor.