
Em greve desde o último dia 19 de dezembro, a maioria (70%) dos pilotos e comissários aprovou a proposta apresentada às vésperas do Natal, que inclusive suspendeu a paralisação nestes dias 24 e 25 justamente por conta da votação. Os aeronautas terão reajuste de 6,97% nos salários fixos e variáveis, a incidir também nas diárias nacionais (R$ 94,96), e vale alimentação (R$ 495,50), piso salarial, seguro, multa por descumprimento da Convenção. O teto para recebimento do vale alimentação, por sua vez, passará a ter o valor de R$ 5.989,87.
A proposta ainda inclui multa para o não cumprimento dos horários de escala, liberdade para que as folgas dos aeronautas sejam iniciadas aos finais de semana e delimitação de um prazo de até 4 horas de atraso nas escalas – após esse período as empresas terão de pagar multa de R$ 500. As exceções ocorrem diante de condições meteorológicas adversas ou manutenção não programada, que eleva o limite de mudança na escala até 12 horas antes da aplicação da multa.
Na última sexta-feira (23), as companhias aéreas até que tentaram negociar com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) para acabar com a greve que já dura cinco dias, mas sem sucesso naquela ocasião. Em votação realizada online, com a participação de 5,8 mil votantes, os aeronautas da aviação regular rejeitaram a proposta para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho 2022/23, com 59,25% de votos contrários, 40,02% de votos favoráveis e 0.73% de abstenções.
Com informações do Valor Econômico.







