
O Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, na Arábia Saudita, retomou parcialmente as operações no domingo (18), após mais de uma semana de interrupções provocadas por ataques com mísseis e drones. Apesar da reabertura, as companhias aéreas internacionais continuam cautelosas para retomar os serviços ao país, diante de alertas de segurança, restrições no espaço aéreo e preocupações com os custos de seguro.
Segundo a AGN, Lufthansa, KLM, Air France e companhias aéreas do Golfo estão entre as empresas que adiaram o retorno das operações. Enquanto algumas estenderam os cancelamentos até novembro, outras postergaram a retomada dos serviços para 2027. Os voos de chegada e partida em Riade continuam sujeitos a autorização prévia, sem liberação irrestrita das operações.
A Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita (GACA) prorrogou o fechamento do aeroporto para permitir inspeções de segurança após os ataques. A retomada parcial ocorre em um cenário de incerteza para o transporte aéreo internacional, com autoridades de aviação de diferentes países mantendo recomendações de cautela para operações no espaço aéreo saudita.
Autoridades mantêm alertas para o espaço aéreo
A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) mantém recomendações para evitar determinadas áreas do espaço aéreo saudita. Em seu boletim sobre zonas de conflito, a agência orienta que as companhias não operem em duas áreas designadas da Região de Informação de Voo de Jeddah, independentemente da altitude.
Em outras áreas, a recomendação é de cautela devido à atividade de mísseis e drones, às interceptações de defesa aérea e ao risco de queda de destroços. A agência também destaca a possibilidade de aeronaves civis serem identificadas erroneamente por forças militares, além de eventuais alterações nas instruções de tráfego aéreo.
O boletim orienta os operadores a atualizarem suas avaliações de risco e seus planos de contingência, considerando a possibilidade de mudanças repentinas nas condições operacionais. A recomendação permanece válida até 16 de novembro, salvo revisão, e não representa uma proibição geral de todos os voos para a Arábia Saudita.
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) também emitiu um alerta em 11 de outubro, recomendando cautela às companhias aéreas americanas que operam voos para ou sobre o país. O documento menciona riscos relacionados à atividade militar e à interferência nos sistemas de navegação aérea, com validade até 10 de dezembro.
O Ministério das Relações Exteriores, da Commonwealth e do Desenvolvimento do Reino Unido também desaconselhou viagens não essenciais à Arábia Saudita, alertando para a possibilidade de novos ataques a aeroportos e cancelamentos de voos.
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Ataques danificaram aeronaves comerciais
Os incidentes também levantaram preocupações para o setor de seguros e para as companhias aéreas que mantinham aeronaves estacionadas no aeroporto de Riade. Segundo reportagem da AGN, seis aviões foram danificados nos ataques, com valor segurado combinado estimado em aproximadamente US$ 375 milhões, de acordo com um relatório interno de seguradora analisado pelo The Wall Street Journal.
Entre as aeronaves atingidas estariam um Airbus A320 da Saudia, que teria sido destruído, um Airbus A321neo da mesma companhia, recém-entregue, e um Boeing 787 da Riyadh Air, que sofreu danos significativos. Os episódios ampliam as preocupações relacionadas à segurança das operações e aos custos de cobertura de riscos em regiões afetadas por conflitos.
Mesmo com a retomada parcial do Aeroporto Internacional Rei Khalid, a normalização dos voos internacionais dependerá da evolução das condições de segurança, das orientações das autoridades aeronáuticas e das decisões individuais das companhias aéreas. Até lá, as restrições continuam afetando o planejamento das operações e a conectividade aérea com a Arábia Saudita.
Com informações de R7







