
A Azul enfrentou, nos últimos dias, uma combinação de problemas operacionais que afetou sua malha aérea e levou a companhia a cancelar mais de 80 voos. As ocorrências envolveram um apagão no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), principal hub da empresa, e restrições temporárias para operar parte da frota de jatos Embraer E195-E2.
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“Ontem e hoje foram alguns dos dias mais difíceis desde que fundamos a Azul, com duas contingências que impactaram diretamente a nossa operação”, afirmou John Rodgerson, CEO da Azul, em publicação nas redes sociais.
Segundo o executivo, Viracopos ficou sem energia durante horas na manhã do período mais crítico. O aeroporto é responsável por concentrar quase 200 voos diários da Azul, o que ampliou os efeitos da interrupção sobre a operação da companhia.
Na mesma janela, a Azul enfrentou restrições relacionadas à operação dos E195-E2. Mais de um terço das aeronaves desse modelo ficou em solo durante a ocorrência, aumentando a pressão sobre a malha em um momento em que a companhia já lidava com as consequências do problema no aeroporto.
Equipes atuaram para recuperar a operação da Azul
Rodgerson destacou o trabalho dos funcionários da Azul durante a crise. Segundo o CEO, as equipes atuaram para reduzir os impactos aos passageiros e recuperar a programação de voos após as duas contingências.
O executivo também agradeceu o apoio recebido de outras empresas do setor, entre elas a Latam e o Abra Group, controlador da Gol, que auxiliaram a companhia na acomodação de clientes.
“Ao longo do dia, recebi várias ligações da Latam Airlines, oferecendo ajuda para acomodar nossos clientes e apoiar nossa operação. Isso não acontece todos os dias. Em um momento difícil, eles mostraram que o bem-estar dos clientes pode estar acima da concorrência”, afirmou.
Rodgerson também citou o suporte da Anac e da Aeroportos Brasil Viracopos, concessionária responsável pela administração do aeroporto, durante o período de contingência.
“Os últimos dias mostraram o tamanho dos desafios que podemos enfrentar, mas também revelaram algo igualmente importante: quando as pessoas precisam de ajuda, a colaboração pode falar mais alto do que a concorrência”, escreveu o CEO.
Confira a publicação completa no Linkedin do executivo
“Ontem e hoje foram alguns dos dias mais difíceis desde que fundamos a Azul, com duas contingências que impactaram diretamente a nossa operação.
Primeiro, o aeroporto de Viracopos, nosso principal hub, que movimenta quase 200 voos diários, ficou sem energia por horas no período da manhã. Depois, enfrentamos o desafio de voar com a nossa frota de Embraer E2, o que deixou mais de um terço da nossa frota no chão.
Em momentos como esse, procuramos soluções que não comprometam a Segurança, que vem sempre em primeiro lugar na Azul Linhas Aéreas Brasileiras. Para cuidar dos nossos Clientes e atendê-los da melhor forma possível, cada decisão precisou ser tomada com responsabilidade, cautela e foco total nas pessoas.
Nossos Tripulantes fizeram o que fazem de melhor. Estiveram na linha de frente, orientando Clientes, replanejando operações, buscando alternativas e trabalhando incansavelmente para reduzir os impactos de uma situação que ninguém planejou enfrentar, muito menos com tantos cancelamentos em um único dia.
Nossos times atravessaram a noite mobilizados para apoiar os Clientes e recuperar a operação. E o trabalho continua. Ainda temos Clientes impactados e seguimos trabalhando para reduzir os efeitos dessa situação e restabelecer nossa malha o mais rapidamente possível.
Mas ontem também vi algo que merece ser reconhecido.
A aviação é um mercado competitivo. Disputamos diariamente a preferência dos Clientes e buscamos ser melhores a cada dia. Mas existem momentos em que aquilo que nos une como indústria se torna maior do que aquilo que nos diferencia.
Ao longo do dia, recebi várias ligações da LATAM Airlines, oferecendo ajuda para acomodar nossos Clientes e apoiar nossa operação. Isso não acontece todos os dias. Em um momento difícil, eles mostraram que o bem-estar dos Clientes pode estar acima da concorrência.
Também quero agradecer ao Abra Group, que me enviou uma mensagem e se colocou à disposição para ajudar no que fosse necessário.
Gestos como esses mostram que, quando a Segurança e o cuidado com os Clientes estão em jogo, a indústria aérea sabe se unir em torno daquilo que realmente importa.
Meu muito obrigado aos nossos Tripulantes, aos Tripulantes da LATAM Airlines e da GOL Linhas Aéreas, a ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil e Aeroportos Brasil Viracopos SA que nos auxiliaram também e a todos os profissionais da aviação que estenderam a mão quando precisamos.
Os últimos dias mostraram o tamanho dos desafios que podemos enfrentar, mas também revelaram algo igualmente importante: quando as pessoas precisam de ajuda, a colaboração pode falar mais alto do que a concorrência. E é exatamente esse espírito que faz da aviação uma indústria tão especial.Jerome Cadier
Adrian Neuhauser
Tiago Faierstein
Gustavo Müssnich“







