
A América Latina e o Caribe devem registrar um crescimento de 4% no tráfego aéreo em 2025, encerrando o ano com 789 milhões de passageiros, segundo projeções do Conselho Internacional de Aeroportos da América Latina e Caribe (ACI-LAC). Colômbia (+5,6%), México (+4,5%) e Brasil (+2,1%) lideram a expansão regional, que deve chegar a 821 milhões de passageiros em 2026. Os números foram apresentados nesta segunda-feira (6) durante a Assembleia e Conferência Anual do ACI-LAC, realizada em Trinidad e Tobago.
Em seu discurso de abertura, o diretor-geral do ACI-LAC, Rafael Echevarne, enfatizou a importância da liberalização e desregulamentação do setor aéreo para garantir crescimento sustentável e competitividade. “A abertura e o acesso irrestrito aos mercados têm se mostrado bem-sucedidos em todo o mundo, promovendo eficiência, conectividade e inovação, com benefícios diretos para passageiros, companhias aéreas e aeroportos”, afirmou.
O executivo reforçou que tarifas aeroportuárias equilibradas são essenciais para manter a sustentabilidade do setor. “Os aeroportos têm o direito legítimo de cobrar pelas infraestruturas e serviços que oferecem. Essas tarifas estão vinculadas aos custos de operação e manutenção, representam apenas uma pequena parcela dos custos totais das companhias aéreas e são reguladas e aprovadas pelas autoridades competentes, garantindo transparência e equilíbrio”, explicou Echevarne.
Conectividade, resiliência climática e negócios
Sob o tema “Aeroportos definindo a conectividade na América Latina e Caribe”, o primeiro dia da conferência destacou os principais desafios e oportunidades do setor aeroportuário. Executivos e autoridades discutiram desde contratos de concessão até certificação de aeródromos, abordando tanto a normatização da OACI quanto sua implementação prática.
O debate também incluiu estratégias para fortalecer a infraestrutura frente a desafios climáticos, impulsionar a carga aérea como motor econômico e aprimorar serviços de assistência em terra, equilibrando eficiência operacional, experiência do passageiro e a transição energética necessária para o setor.
A conferência, que vai até amanhã (7), oferece ainda painéis e sessões sobre tendências e inovações no mercado, consolidando-se como espaço estratégico para debates, troca de experiências e projeções sobre o futuro da aviação na região.







